Coaching e Empoderamento Feminino

Coaching e Empoderamento Feminino
Autoras: Barbara Lopes e Naneia Borges

 

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flopes.barbara@gmail.com; naneiagborges@gmail.com

Alunas do Curso Coaching e Inovação PucMinas
Coordenação: Prof. Paulo Antonio Almeida

coachpauloantonioalmeida@gmail.com

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

Resumo
Os novos papéis femininos trazem sentimentos ambíguos e conflituosos para a mulher contemporânea. A inserção no mercado de trabalho e os anseios profissionais muitas vezes competem com papéis mais tradicionais de ser esposa e mãe, levando a mulher à um conflito interno que desencadeia uma sobrecarga psicológica. Assim, o presente artigo busca realizar uma breve revisão de literatura sobre o papel da mulher contemporânea, buscando compreender como o coaching contribui no empoderamento feminino frente às conquistas e os desafios de ser mulher do século XXI.

Palavras-chave: Mulher Contemporânea; Coaching; Empoderamento Feminino

Abstract
The new female roles bring ambiguous and conflicting feelings to contemporary women. Labor market insertion and professional longings often compete with more traditional roles of being a wife and mother, leading the woman to an internal conflict that triggers a psychological overload. Thus, the present article seeks to carry out a brief review of the literature on the role of contemporary women, seeking to understand how coaching contributes to women ‘s empowerment in the face of the achievements and challenges of being a woman of the 21st century.

Keywords: Contemporary Woman; Coaching; Women’s empowerment

 

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INTRODUÇÃO

O papel da mulher na sociedade está em transformação. A maior escolarização e profissionalização a partir do século XX trouxeram consigo mudanças nos valores patriarcais vigentes. Observa-se um descontentamento com o passado e um profundo questionamento a respeito da submissão e aos limites impostos ao espaço de pertencimento feminino (BIASOLI-ALVES, 2000).

No Brasil, este processo é recente. O direito ao voto feminino foi conquistado em 1932 e, somente com a Constituição de 1988, há o reconhecimento da plena cidadania da mulher. Avanços já foram obtidos, mas o caminho ainda é longo para as mulheres, principalmente, no que diz respeito a mudança da cultura de gênero disseminada na mídia, nas relações interpessoais e institucionais (ARAÚJO, 2011).

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

A mulher contemporânea saiu do ambiente privado da casa e tem buscado maior inserção no mercado de trabalho em busca de novas possibilidades e novos modelos de vida (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014). Ela está em procura da independência financeira, do sucesso e da realização profissional. Além disso, a mulher passou a assumir uma posição mais assertiva em suas escolhas pessoais, seja em relação ao casamento, ao divórcio ou à maternidade (FIORIN; PATIAS; DIAS, 2011). Neste contexto, empoderamento feminino tornou-se um termo de destaque e comumente empregado ao se falar na mulher do século XXI (SARDENBERG, 2006).
Diante destas novas possibilidades conquistadas surgem sentimentos ambíguos e conflituosos para mulher. Além da dificuldade em conciliar os vários papéis que assume, muitas vezes a busca pela realização e reconhecimento profissional parece entrar em divergência com os desejos pessoais e familiares. São tantas as atividades rotineiras que as mulheres estão deixando de lado períodos livres para o autocuidado interno e emocional (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014).
Essa situação tem levado muitas delas a procurarem ajuda profissional. Um dos processos atualmente bastante utilizado tem sido o coaching (VICTORAZZI, 2016). O coaching é uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades das pessoas. O seu objetivo é produzir mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo, possibilitando a conquista de resultados efetivos em quaisquer áreas: pessoal, profissional, espiritual, social, familiar, financeiro e etc (FERREIRA, 2013).
O conhecimento gerado pelo presente trabalho constitui um recorte que contribui para uma maior compreensão do papel do coaching frente às transformações de identidade da mulher no século XXI. Ainda que não tenha sido objetivo do estudo esgotar o assunto, espera- se que essa pesquisa ofereça reflexões sobre um tema ainda pouco explorado, dada à emergência do tema de empoderamento feminino e ao grande crescimento em torno da prática do coaching no Brasil e no mundo nos últimos anos.

Objetivos

Objetivo Geral
O trabalho tem como objetivo analisar o papel do coaching no processo empoderamento das mulheres.

Objetivos Específicos
Analisar o conceito de empoderamento, no intuito de compreender a sua aplicação para o contexto feminino contemporâneo;
Descrever o conceito de coaching, as suas áreas de atuação e os métodos comumente utilizados no processo;
Identificar os benefícios do coaching para o processo de desenvolvimento de competências das mulheres.

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Metodologia

Esta pesquisa se caracteriza pela utilização do tipo qualitativo de natureza descritiva e exploratória, cuja função é obter um maior conhecimento, ter maior familiaridade com o problema em perspectiva. Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 188), as pesquisas exploratórias são investigações de pesquisa empírica para a formulação e questões ou problemas de tripla finalidade: “desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos”.
Os dados foram coletados a partir de uma revisão bibliográfica, no qual serão utilizados materiais de domínio científico como, livros, periódicos, ensaios críticos e artigos. Além disso, evidencia-se a busca em sites especializados como International Coaching Federation (ICF) e o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

EMPODERAMENTO FEMININO E OS DESAFIOS DA MULHER CONTEMPORÂNEA

A utilização crescente do termo empoderamento associa-se aos movimentos emancipatórios na década de 1960 vinculados ao exercício da cidadania nos Estados Unidos da América (EUA) – luta pelos direitos civis da população negra, das mulheres, dos deficientes e dos homossexuais (BAQUERO, 2012). No Brasil, a palavra empoderamento foi um neologismo criado pelo educador Paulo Freire. Originalmente, no termo inglês, empowerment significa “delegação de poder”, “emancipação” ou “fortalecimento”, porém, para Freire toma uma acepção mais profunda (ROSO; ROMANINI, 2014).

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No livro, Medo e Ousadia (1986, p.71), o autor estabelece um diálogo com Ira Shor e mostra a necessidade de superar a noção de empoderamento como processo de natureza individual, mas sim ligado às lutas da classe social oprimida. Para ele, mesmo que você se sinta individualmente mais livre, não há empoderamento se este sentimento não for social, ou seja, “se você não é capaz de usar sua liberdade recente para ajudar os outros a se libertarem através da transformação global da sociedade”.
Embora alguns autores privilegiem a intervenção no plano individual e outros no plano coletivo, ainda existem aqueles defendem uma articulação entre ambos. Estes últimos abordam o empoderamento como um processo que se dá tanto no âmbito individual quanto nos processos relacionais e coletivos (MARINHO; GONÇALVES, 2015).
Para Rowlands (1997), a análise sobre empoderamento é tridimensional. A primeira é a pessoal, no qual é desenvolvida a autoconfiança e capacidades individuais. A segunda dimensão é a coletiva e refere-se em agregar os esforços individuais com o objetivo de alcançar um maior impacto sobre um determinado objetivo. Substitui-se a competição pela cooperação. Por fim, na dimensão das relações interpessoais enfatizam-se as habilidades de negociação, comunicação, além da obtenção de apoio e defesa de direitos e dignidade.

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Dessa forma, é possível falar em empoderamento feminino como um processo multidimensional, cujo intuito é desenvolver a capacidade das mulheres para tomar decisões importantes em suas vidas, assim como transformar as suas relações sociais, além da criação de marcos legais e políticos. Entretanto, para que o termo traga os resultados desejados, é necessário – como aponta Rowlands (1997) –, que as mulheres desenvolvam primeiramente a dimensão pessoal, para então começarem a realizar mudanças coletivas, transformando a teoria em ação.
Além disso, para estudar o que é empoderamento é fundamental compreender a noção de “poder”. No entanto, o termo “poder” pode ser pensado de quatro formas distintas, como aponta Mosedale apud Sardenberg (2006):

– poder sobre: refere-se à dominação, subordinação, dominação/resistência (por exemplo, A tem poder sobre B);
– poder de dentro: refere-se à autoestima e autoconfiança;
poder para: refere-se à capacidade para fazer algo, do poder que expande os horizontes do que pode ser conquistado por uma pessoa, sem necessariamente invadir os limites das outras (por exemplo, aprender a ler);
poder com: refere-se ao poder solidário, no qual se compartilha numa ação coletiva.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Princípios de Empoderamento das Mulheres2, um conjunto de considerações que contribui para que comunidade empresarial incorpore em seus negócios valores e práticas que visam à equidade de gênero em todas as atividades sociais e econômicas:
Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero;
Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação;
Garantir a saúde, a segurança e o bem estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras;
Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres;
Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem mulheres;
Promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária;
Mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade.

A promoção do termo empoderamento feminino ao redor do mundo vem de encontro aos desafios atuais da mulher contemporânea. Historicamente, a mulher brasileira – sobretudo a mulher branca brasileira – foi reconhecida numa sociedade patriarcal como esposa obediente, passiva e subordinada à dominação do pai e, posteriormente, do marido. O seu espaço restringia-se ao ambiente privado, no qual o seu trabalho relacionava-se aos afazeres domésticos (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
A partir da década de 1970 há uma grande mudança nessa conjuntura em função da inserção da mulher no mercado de trabalho. Neste novo contexto social brasileiro, a mulher transpõe os horizontes e começa a competir com os homens pelo espaço externo. Os fatores impulsionadores deste processo são os mais variados, dentre o quais destacam-se o desejo de desenvolvimento de uma carreira profissional, a busca pela independência financeira e, até mesmo, o poder de consumo (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
Embora a sua maior presença no mercado de trabalho, a mulher precisa lidar com o preconceito e as diferenças de tratamento que recebem. A disparidade no âmbito profissional é observada através da diferença entre salários de homens e mulheres (VICTORAZZI, 2016).

2 http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf

De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)3, em 2017, o salário médio pago às mulheres foi apenas 77,5% do rendimento pago aos homens no Brasil.
Além disso, a sua inserção ou manutenção no mercado de trabalho – principalmente em cargos de liderança – é dificultada por aspectos socioculturais relacionados ao gênero e não à qualidade e à competência. Estas profissionais enfrentam barreiras invisíveis, advindas da cultura e da sociedade patriarcal ainda vigente (VICTORAZZI, 2016).
Deste modo, a mulher para ser respeitada dentro das organizações precisa provar diariamente que são tão qualificadas e competentes para conseguirem se manter nas suas funções:
“existe uma contradição de cunho machista na qual a mulher é estereotipada como um ser guiado por seus sentimentos e intuições e o homem por sua vez é visto como mais agressivo e racional. Nesta percepção, a mulher, para ter ascensão no emprego precisa assumir uma postura considerada “masculina” a fim de demonstrar autoridade e adquirir o respeito dos subordinados” (VICTORAZZI, 2016).

Ao longo dos anos, o trabalho da mulher deixa de ser somente como complemento da renda familiar. Na verdade, na maioria das vezes, este trabalho é a principal renda da família (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009). Não obstante o número expressivo que assume no mercado de trabalho, a mulher atual – independente de sua condição socioeconômica – vive o desafio da interseção família-carreira. Aquelas funções historicamente conhecidas como sendo de dever feminino não foram extintas e, dessa forma, as mulheres passaram a assumir uma dupla responsabilidade (SILVA; LIMA, 2012). A maternidade, por exemplo, surge como uma preocupação de caráter biológico às mulheres. Frente a sua postura assertiva profissionalmente, em algum momento, elas se deparam com o conflito entre ser mãe e ter uma carreira profissional (VICTORAZZI, 2016). E, neste contexto, percebe-se uma cobrança para que a mulher desempenhe os dois modelos femininos sociais: a “boa” mãe, que sobrepõe a família a qualquer outra atividade e a profissional, independente e competente (SILVA; LIMA, 2012).
As várias atividades desempenhadas pelas mulheres constituiu um relevante fator de liberdade na esfera pública, porém também de risco. Isso significa que o trabalho remunerado possibilitou autonomia da mulher e, consequentemente, uma maior participação no consumo

3 https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551_informativo.pdf.

de bens e de serviços. Por sua vez, o excesso dessas atividades resultou numa maior vulnerabilidade da sua saúde, principalmente a saúde mental (SILVA; LIMA, 2012).
Dessa forma, surge a grande contradição da mulher contemporânea. Por um lado, ela encontra realização e satisfação em tudo o que faz e, devido a isso, se sobrecarrega e sofre. Mas, por outro, não suporta o peso de tantas responsabilidades que assume e acaba manifestando sérios danos a sua saúde (SILVA; LIMA, 2012).

COACHING: HISTÓRIA E CONCEITO

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1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

 

Coach é uma palavra inglesa, porém acredita-se que a expressão é de origem húngara: Kocsi szekér. Foi no vilarejo de Kocsi onde se iniciou a produção de um tipo de transporte conhecido como carruagem (coche). O condutor do coche era chamado de cocheiro e este conduzia os passageiros até o destino desejado. Passados alguns anos, esse termo começou a ser utilizado para definir os professores e mestres das universidades inglesas cujo significado era tutor, aquela pessoa responsável por orientar os alunos em seus estudos (SANTANA; CARUSO, 2012).
Na década de 1950, o termo coaching surge no contexto organizacional para fazer referência à habilidade de gerenciamento de pessoas, sendo utilizado como ferramenta de desenvolvimento e valorização das competências humanas (EVERED; SELMAN, 1989 apud FERREIRA, 2008). Em Nova Iorque, no ano de 1960, o coaching ganha forças nas empresas através de um programa educacional desenvolvido com a inclusão de técnicas para controle de conflitos e resolução de problemas. Já na década de 1980, surgiu uma nova modalidade de coaching ligada ao meio corporativo para atender as necessidades de aumento da produtividade e lucratividade das grandes empresas, tornando-se relevante para o alinhamento estratégico, de retenção de talentos, assim como de desenvolvimento de lideranças internas (SANTANA; CARUSO, 2012).
No Brasil, o coaching surgiu na década de 1970, na área dos esportes, uma vez que visava desenvolver habilidades e capacidades dos atletas para alcançar a alta performance nos treinamentos (FERREIRA, 2011 apud SANTANA; CARUSO, 2012). Nessa época, o coaching extrapola os limites do esporte e entra no mundo dos negócios. A partir de então, começa a fazer sucesso nas empresas por proporcionar resultados positivos e de forma rápida e eficaz (FERREIRA, 2008).

Coaching pode ser definido como um processo no qual o profissional (coach) utiliza técnicas e ferramentas de diversas áreas como a Psicologia, a Sociologia e a Neurociência,

com o propósito de facilitar o desenvolvimento das habilidades e competências do seu cliente (coachee) de modo que ele possa alcançar resultados positivos (PERCIA; SITA, 2013).
Por se tratar de uma ferramenta que contribui na mudança de comportamento e desenvolvimento humano, de alta aplicabilidade e eficácia, o coaching tem se destacado cada vez mais no mercado. No Brasil, por exemplo, o mercado de coaching tem aumentado significativamente nos últimos anos de acordo com levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo (2011) com as maiores organizações certificadoras de profissionais coaches do país, a saber: Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, Sociedade Brasileira de Coaching e Sociedade Latino-Americana de Coaching. Entre os anos de 2005 a 2011, o número de profissionais certificados cresceu de 752 para 2.310, ou seja, um crescimento de 207% (OLIVEIRA-SILVA et.al, 2018).

A atividade de coaching está dividida em duas formações principais em que ambas promovem o desenvolvimento humano: o Life Coach e o Executive Coach. O Life Coach é uma metodologia empregada para estimular o desenvolvimento pessoal em áreas específicas da vida da pessoa, como nos estudos, na saúde, nos relacionamentos, nas finanças e muito mais. Essa metodologia permite o desenvolvimento de habilidades e competências de cada pessoa, contribuindo para seu crescimento tanto pessoal quanto profissional. Com relação ao Executive Coach, essa metodologia está ligada ao meio organizacional. Ela é direcionada a profissionais que exercem cargos de nível estratégico e tático de uma organização, como gerentes, diretores e CEO. O objetivo do processo de Executive Coach é desenvolver e aprimorar os conhecimentos dos profissionais no contexto organizacional, gerando mais resultados para empresa (SILVA, 2018).

O processo de coaching é composto pelas seguintes fases: avaliação do cliente, elaboração de metas, desenvolvimento do plano de ação e o feedback. Na primeira sessão, o coach explica o processo de coaching para o cliente e coleta dados sobre sua situação atual, utilizando ferramentas que auxiliam no diagnóstico. Com o diagnóstico, o coach traça junto com o coachee metas e tarefas que ele precisa cumprir para que o processo funcione adequadamente (DI STÉFANO, 2015). É importante ressaltar que o coaching é diferente de uma terapia. O primeiro trabalha com foco no futuro e em ações no resultado, enquanto que, o segundo, visa resolver problemas do passado e melhoria do sentimento interno (PERCIA; SITA, 2013).

Nessa primeira fase do processo, é primordial que seja estabelecido uma aliança entre o coach e o coachee. O respeito, o compromisso, a ética e a confidencialidade são preceitos bases para se construir uma relação sincera e próspera entre as partes, já que sem a qual não

existe desenvolvimento. Outro fator que influencia no estabelecimento de conexão entre o coach e coachee é saber escutar sem julgamento, gerando e estimulando a confiança em cada sessão (DI STÉFANO, 2015).
Durante o processo de coaching, o coach faz perguntas que estimulam o coachee à reflexão e autoanálise, trabalhando com o presente e foco no futuro. Através da autoanálise, essas pessoas tem a oportunidade de conhecer a si mesmo, como por exemplo, suas aptidões, crenças, valores, paixões. A partir desse conhecimento, o coachee tem a oportunidade de desenvolver habilidades e competências, explorar cenários, expandir a consciência, mudar comportamentos, controlar seus sentimentos e, acima de tudo, encontrar a realização pessoal e profissional (FERREIRA, 2013).
O papel do coach é auxiliar o cliente na conquista de metas pessoais ou profissionais, de maneira que propicie mudança de comportamento do seu coachee. O coach apoia questiona, incentiva, mas o resultado final está nas mãos do coachee. Normalmente, um processo de coaching possui de 10 a 12 sessões, dependendo do objetivo que o coachee deseja alcançar para vida pessoal ou profissional. Uma vez definida as metas de forma clara e objetiva, o coachee define o que e quando fazer, ou seja, desenvolve um plano de ação com a descrição de cada meta e quando elas serão realizadas. (FERREIRA, 2013).

Nas sessões seguintes, o coach acompanha o desenvolvimento do coachee através da ferramenta feedback. O feedback no coaching é utilizado como estratégia para reforçar comportamentos e também trazer mudanças de atitudes e hábitos que o coachee deseja (MOREIRA, 2009 apud FERREIRA,2013). Desse modo, o feedback deve ser realizado como parte fundamental no processo de coaching, o qual deve ser orientado para os fatos e desprovidos de juízos de valor, visando sempre o aprendizado do coachee (FERREIRA, 2013).

COACHING PARA MULHERES

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O dilema entre dedicar-se à família e/ou aos anseios profissionais afeta o comportamento feminino. As mulheres contemporâneas desejam o crescimento profissional, sem perder a possibilidade de serem mães e esposas dedicadas. O conflito de papéis não representa apenas a sobrecarga sentida pelas mulheres em jornadas duplas, mas também a visão que elas possuem sobre o seu futuro de carreira e satisfação pessoal.
Dessa forma, o coaching surge como uma metodologia que une técnicas e ferramentas com base científica e de resultados comprovados que pode auxiliar a mulher tanto na sua vida

pessoal quanto profissional. É possível analisar o papel do coaching no empoderamento feminino especificamente a partir das quatro formas de poder de Mosedale (2005).
O processo de coaching está relacionado à conquista e à construção da autonomia, da identidade e expressão pessoal do coachee. Sendo assim, o coaching permite que a mulher reavalie o seu papel diante do pensamento patriarcal sobre a qual as suas ações foram predeterminadas. A mulher é capaz de romper com a dominação de crenças sobre as expectativas em relação ao comportamento desejado por ela na sociedade (poder sobre).

A partir das ferramentas utilizadas, o coaching trabalha com a descoberta das qualidades, compreensão das emoções e tomada de consciência de quais pontos precisam ser melhorados. Neste sentindo, a mulher inicia um processo de autoconhecimento, identificando quem ela verdadeiramente é e o que ela quer. Assim, aprender a se conhecer melhor é o primeiro passo para a mulher reconhecer o que não está dando certo e traçar um plano para colocar a sua vida na direção correta (poder de dentro).
A mulher tomando consciência de si empodera-se das suas habilidades e ganha autoconfiança para manter-se focada quaisquer que sejam os seus objetivos. Portanto, é capaz de determinar as suas ações e o coaching auxilia na delimitação de prioridades, permitindo que a mulher consiga traçar um plano eficaz para conquistar as suas metas. Diante dos múltiplos papeis que a mulher assume, o planejamento torna mais fácil as suas escolhas (poder para).
A essência do coaching é ajudar o indivíduo a resolver seus problemas e a transformar o que aprendeu em resultados positivos para si e que, por consequência, influencia todas as pessoas à sua volta. Com o intuito de ajudar as mulheres a compreenderem o complexo universo feminino e, assim, superar os seus desafios pessoais ou profissionais o coaching para mulheres é uma força motriz que desencadeia outros processos. Dessa forma, o aprendizado da mulher no processo de coaching é ampliado para as suas relações mais próximas, no seu círculo familiar, no seu grupo de trabalho e, principalmente, para outras mulheres estejam passando pela mesma situação e questionamentos internos (poder com).

Dessa forma, é possível observar que o processo de coaching contribui nas quatro esferas de poder. No contexto histórico atual, as mulheres estão cada vez mais em busca por mudar sua história, engajadas em movimentos para transformar a sociedade, mudar a visão patriarcal sobre sexo feminino, conquistando espaços igualitários dentro do ciclo de sua convivência. Com isso, o coaching pode auxiliar na sua identificação como mulher, principalmente, no que diz respeito aos seus objetivos deixando de lado a (o) pressão social. A mulher passa a perceber-se como agente de ação e transformação a partir do seu poder de escolha: casar-se (ou não); ser mãe (ou não); ser profissional (ou não). Aliada a isso, a mulher enxerga o seu próprio potencial e se sente mais fortalecida para assumir o papel que mais lhe convém.
O mito da “mulher maravilha” – a que dá conta de várias tarefas com sucesso – também é desconstruído no coaching. A mulher passa a conhecer e aceitar as suas limitações e, com isso, consegue planejar um caminho para administrar melhor o seu tempo e prioridades, além de aprender a não se culpar por isso e desfrutar do prazer de cada meta atingida. Ao traçar com clareza as metas pessoais e de carreira, a mulher consegue alcançar um ritmo equilibrado e saudável (mas nem por isso menos produtivo) entre vida pessoal e profissional.
Em suma, o empoderamento feminino através do coaching pode ser compreendido a partir da tomada de consciência de si como mulher, das suas escolhas e da sua contribuição à sociedade. Portanto, o empoderamento está na busca de ações que favoreçam não somente a condição de ser mulher, mas sim a própria existência humana que com isso a torna protagonista em sua luta à favor dos ideais de direito e igualdade em todos os aspectos da sua vida.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É impossível falar de vida pessoal e profissional de maneiras separadas. Uma área faz parte da outra. Isso é ainda mais notável para as mulheres. A participação da mulher no mercado de trabalho aumentou e cada vez mais ela busca por crescimento de carreira e conhecimentos como propósito profissional. Em paralelo, as responsabilidades com o lar e a família geraram uma cobrança muito grande. Essa mulher cobra ainda mais de si e acaba por se sobrecarregar, tendo que criar estratégias para suavizar os conflitos existentes entre estas duas instâncias de suas vidas.
No processo de coaching empoderamento é o resultado de um processo interno do coachee que ocorre quando ele se sente genuinamente seguro, confiante e apoiado para reavaliar os seus comportamentos e as suas competências. Quando ele permite ser e agir diferentemente, abandonando certas crenças a respeito de si, do outro e dos acontecimentos do mundo à sua volta.
Deste modo, coaching funciona como um guia que ajudará a mulher a entender melhor quais as suas habilidades e pontos que precisam ser melhorados e com isso organizar seus objetivos e metas. Dessa forma, a partir de um planejamento bem estruturado, a mulher

consegue desenvolver todas as áreas de vida e conquistar excelentes resultados. Portanto, o coaching enquanto técnica de desenvolvimento de competências pessoal e profissional que trabalha com todas as esferas de poder que constituem o empoderamento pode contribuir às mulheres que buscam superar os desafios dos seus múltiplos papéis na sociedade, no intuito de atingir um maior equilíbrio e satisfação em suas vidas.

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REFERÊNCIAS

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MARINHO, Paloma Abelin Saldanha; GONÇALVES, Hebe Signorini. Práticas de empoderamento feminino na América Latina. Revista de Estudos Sociais, n. 56, p. 80-90, 2015. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/res/n56/n56a07.pdf. Acesso em: 30 mai. 2018.

MOSEDALE, S. Policy arena. Assessing women’s empowerment: Towards a
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PÉRCIA, André; SITA, Maurício. Coaching: grandes mestres ensinam como estabelecer e alcançar resultados extraordinários na sua vida pessoal e profissional. São Paulo: Editora Ser Mais, 2013.

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SANTANA, Thaís Lima; CARUSO, Valéria Guedes. Formação continuada no ambiente administrativo: coaching como ferramenta para o desenvolvimento de habilidade de gestores. Revista Caledoscópio. Anais do IV Seminário de Educação Básica Superior, v. 1, n.4, 2012. Disponível em: https://ojs.eniac.com.br/index.php/Anais/article/view/99. Acesso em: 22 jun. 2018.

SARDENBERG, Cecília M. B. Conceituando empoderamento na perspectiva feminista. I Seminário Internacional: Trilhas do Empoderamento de Mulheres – Projeto TEMPO, NEIM/UFBA, Salvador, Bahia, 2006. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/6848/1/Conceituando%20Empoderamento%20na%2 0Perspectiva%20Feminista.pdf. Acesso em: 10 jun. 2018.

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SILVA, Diogivânia Maria da; LIMA, Albenise de Oliveira. Mulher, trabalho e família na cena contemporânea. Revista Contextos Clínicos, v. 5, n. 1, p. 45-51, 2012. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-34822012000100006.
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VICTORAZZI, Andréia Rossi. Desafios no processo de coaching para a carreira feminina. Monografia: Curso de Especialização em Psicologia, Instituto de Psicologia, UFRGS, Porto Alegre, 2016. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/147096. Acesso em: 20 jun. 2018.

Mindset de Crescimento!

 

Mindset de Crescimento

Carol Dweck

a imagem acima é do livro Mindset – Carol Dweck.

Nas palavras dela:

” Cada um de nós tem uma jornada a tormar.

Começa com a aceitação que todos nós temos dois mindsets.

Em seguida aprendemos a reconhecer quais são os gatilhos do nosso

mindset fixo. Fracassos? Criticas? Prazos? Desentendimentos?

E vamos entender o que nos acontece quando a

nossa persona com mindset fixo

é desencadeada. Quem é essa persona?

Qual é o seu nome? O que ela nos faz

pensar, sentir e fazer? Como afeta aquelas que estão ao nosso redor?

Podemos aprender  gradualmente a permanecer no mindset de crescimento,

educando nossa persona e convidando-a a se  juntar a nós em nossa jornada para

o  mindset de crescimento.

E aprendemos a ajudar os outros em sua jornada.

 

O que preciso fazer para ampliar e conservar meu

crescimento? “

@coachpauloalmeida

#8 Estratégias para aumentar seu Bem Estar – Psicologia Positiva

#8 Estratégias para aumentar seu Bem Estar!!!

#1 – Pontos Fortes da Assinatura – usando seus pontos fortes de personalidade de novas maneiras

Faça o teste gratuito das suas forças no link abaixo:

#2- Saboreando – aproveitando para saborear as coisas que você gosta

#3- Gratidão – (Lista e / ou Carta) – expressando gratidão pelas pessoas e coisas em sua vida

#4 – Bondade – aumentando seus atos de bondade

#5 – Conexão Social – fazendo conexões com estranhos e conhecidos, juntamente com o tempo de agendamento para as pessoas importantes em sua vida

#6 – Exercício – aumentando sua atividade física para pelo menos 30 minutos algumas vezes por semana

#7 – Dormindo – certificando-se de dormir pelo menos 7 horas por noite várias vezes por semana

#8 – Meditação – meditar por 5-10 minutos se você for um iniciante ou aumentar seu tempo em meditação se você já medita regularmente