O corpo fala! “O que você é, grita tão alto que eu não consigo escutar o som da sua voz!

Trecho do livro

Comunicação e Oratória

Autor: Paulo Antonio Almeida

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O corpo fala!

“O que você é, grita tão alto que eu não consigo escutar
o som da sua voz!”

A minha orientação é sempre no sentido
de valorizar o estilo pessoal de cada participante.

Agora, é
fundamental buscar a harmonia, o equilíbrio e uma postura
corporal coerente e consistente.

Pense em uma linha imaginária passando no meio dos pés,
subindo pelo centro das pernas, indo em direção ao abdômen
e ao tórax. É preciso pensar em um alongamento onde ossos e
músculos estejam alinhados, através do contato com o chão, em
um sentido equilibrado e em harmonia.

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Respeitar os limites do corpo e buscar uma coluna que se
alongue por trás, para cima e para frente, com suavidade são
objetivos importantes que auxiliam na oratória. E ao mesmo tempo
pensar na base da coluna, direcionada para baixo, em direção
ao chão.

O alongamento acontece quando duas forças opostas
entram em tensão contínua. Com leveza. É fundamental permitir
que a musculatura ceda, sem excesso de tensão, para haver um
alongamento eficaz e saudável.

Pensar em um corpo flexível, maleável – como um artista
que com um pincel desenha um quadro – você também poderá
desenhar com o seu corpo formas e expressões que demonstrem a
sua humanidade de uma forma equilibrada.

Como também buscar
ter uma base estruturada a partir dos pés.

Pensar em um corpo flexível, maleável – como um artista
que com um pincel desenha um quadro – você também poderá
desenhar com o seu corpo formas e expressões que demonstrem a
sua humanidade de uma forma equilibrada. Como também buscar
ter uma estruturada a partir dos pés.

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Os pés
A base – buscar uma boa distribuição do peso do corpo
é fundamental para uma harmonia integral. Manter o corpo em
um alinhamento saudável requer um contato sólido e firme com
o chão.

A gravidade é a base para um alongamento eficaz, e
consequentemente, sentir o chão “empurrando” com os pés bem
apoiados irá possibilitar uma maior segurança no deslocamento
do palestrante. Muitas vezes as pessoas se apoiam em uma das
pernas, e vão se acomodando nessa posição, fazendo uma torça
que é prejudicial para o organismo. Isso gera desequilíbrio e uma
imagem negativa. Ainda que o palestrante esteja em silêncio, ou
em uma pausa, é necessário que o seu corpo esteja sempre alerta,
canalizando a energia, buscando um alongamento constante e
relacionando-se com o público de maneira sustentada e intensa.
E usar o espaço também com parcimônia.

Não ficar
deslocando o tempo todo para um lado e para o outro. Colocar
os pés bem colocados. Deslocar novamente com tranquilidade.
O peso bem distribuído nas duas pernas. Relacionando-se com o
espaço de forma harmoniosa e equilibrada. Assim, a execução de
exercícios de alongamento trazem flexibilidade ao corpo e auxiliam
na apresentação em público.

Menos é mais!

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Podemos verificar ao assistir os clássicos do cinema
mudo, como Charles Chaplin trabalhava a plasticidade dos
seus movimentos. Com poucos gestos, expressava toda a sua
alma. Uma mudança em seu olhar, ou um leve inclinar de sua
cabeça, ainda hoje, nos emociona profundamente. O desafio
é expressar muito com pouca movimentação. Essa expressão
menos é mais, significa a busca de se expressar muito conteúdo
com poucos gestos.

EQUILÍBRIO CORPORAL

 

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Diante do público, é possível buscar um bom equilíbrio e
bom equilíbrio e bom tônus muscular para concentrar a energia e
transmitir uma coerência entre a linguagem verbal e a não verbal.
O foco deve ser o controle dos gestos, da expressão fácil e do
volume e nuances da voz. Este controle é um instrumento poderoso
de comunicação.

O escritor Guimarães Rosa também recomenda cortar os
excessos dos textos. Buscar uma linguagem mais rica com menos
palavras. Por exemplo: Sertão: estes seus vazios. Três palavras
que nos tocam profundamente. O sertão pode ser a nossa alma.
Os vazios os nossos silêncios e desejos nunca preenchidos.

O Olhar

É um desafio para todos os participantes. Durante o clássico
exercício de estar frente a frente com uma outra pessoa, apenas
olhando em seus olhos, as pessoas sentem-se profundamente
acomodadas e desconcertadas. São raros aqueles que declaram
se sentir à vontade diante do olhar do seu colega. A maioria afirma
que o olhar transmite muito mais do que as palavras conseguem
transmitir. As pessoas se sentem vulneráveis, expondo a sua alma
ao outro – é a janela da alma e do espírito.

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Os alunos sempre perguntam: o que fazer com o olhar diante
de uma platéia? A orientação é que pensem na flexibilidade de
uma forma geral, ou seja, deixar o olhar percorrer o ambiente
de uma forma tranquila e serena. Você poderá olhar para uma,
ou mais pessoas, mas evite fixar o olhar em uma única pessoa.
Nesse momento, a respiração é um forte auxílio para controlar o
nervosismo.

De uma forma geral, quando se está em um ambiente pequeno,
de até 50 pessoas – recomenda-se olhar nos olhos de cada pessoa,
de uma maneira geral, a medida que a palestra se desenvolve,
de uma forma espontânea e tranquila. Quando subimos para 100,
150 pessoas podemos olhar para algumas pessoas. Direcionar o
olhar para o grupo, como um todo, sempre que possível, é mais
recomendado. E acima de 150 pessoas, volta-se na máxima de se
pensar no todo, e olhar para o auditório de uma forma ampla, na
linha do horizonte.

Lembre-se que a rigidez é a inimiga da comunicação. Essas
dicas são orientações que devem ser adaptadas acada pessoa e
para cada situação distintamente.

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Um outro fator muito importante é que mesmo com um
planejamento perfeito realizado antecipadamente, – o aqui e
agora – é sempre uma novidade. As pessoas devem se preparar
para alterações repentinas que dão frescor e espontaneidade a
apresentação. Ainda que você saiba exatamente qual é o seu público
alvo, é preciso estar pronto para surpreender e ser surpreendido.

 

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RESPIRAÇÃO

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação. A
respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação. A
respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

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Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

O Lian Gong em 18 Terapias é uma prática

corporal elaborada na década de 70 pelo médico ortopedista da
Medicina Tradicional Chinesa, Dr. Zhuang Yuan Ming, que vive em
Shangai. A técnica, composta de 18 exercícios para prevenir e
tratar de dores no corpo, obteve bons resultados e foi escolhida
pelo governo chinês para ser divulgada para a população. O Dr.
Zhuang, seu criador, recebeu o prêmio de Pesquisa Cientifica de
Resultado Relevante,. Posteriormente, ampliou a técnica e adicionou
mais duas partes com 18 exercícios: uma para prevenir e tratar de
dores nas articulações, tenossinovites e disfunções dos órgãos
internos e, a outra, para prevenção e tratamento de doenças das
vias respiratórias.

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A respiração é fundamental no sucesso de uma apresentação em
público. Respirar deveria ser uma prática natural e saudável.
Infelizmente os vícios de nossa educação, e as tensões a que
estamos submetidos tanto na vida profissional quanto pessoal e
familiar, geram enrijecimentos. Couraças de caráter nos adoecem e
nos limitam a ter uma vida plena de saúde física, mental, emocional
e espiritual.

RESPIRAÇÃO

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O principal músculo da respiração é o diafragma. “É um
músculo estriado esquelético em forma de cúpula e principal
responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos
músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de
fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal!”
Para facilitar o contato e a auto percepção do diafragma,
recomendo aos alunos que coloquem as mãos na altura
do estômago. Em seguida peço que simulem uma tosse.
Automaticamente o diafragma se manifesta, como se empurrasse
as mãos dos participantes.

A orientação para os alunos é a seguinte:
-Eu gostaria que vocês colocassem a mão na altura do estômago.
Agora, você simula que está tossindo. Isso! A mão de vocês foi
empurrada! Não é isto?

-É o diafragma! Este músculo importantíssimo da respiração.
-E por que é que eu estou falando no diafragma?

Para quem já conhece, os cantores, os atores, usam muito
exercitar o diafragma e os palestrantes também. Por quê? Porque
o diafragma é o principal músculo da respiração. Ele sustenta a
coluna de ar dentro do tórax.

Faz com que as cordas vocais vibrem
numa frequência positiva para que a sua voz seja emitida. E então
se você tem o músculo diafragmático bem trabalhado, você pode
aguentar falar durante uma hora, duas, três ou passar o dia todo
falando, que a sua voz não vai se cansar.

Ao mesmo tempo eu posso falar baixo e projetar
a minha voz. A projeção da voz no espaço se dá
através do apoio do diafragma.

RESPIRAÇÃO

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Ou seja, a respiração nos tranquiliza. E então além de ser
um veículo, um músculo para ajudar na fala, a respiração pode
diminuir nossa ansiedade. Então durante o dia, se você sentar um
pouco e parar um pouquinho para respirar, vai trazer bem para
você. Ajuda a diminuir a pressão do trabalho.

Essa é uma experiência simples que você poderá fazer, e
assim se conscientizar do funcionamento desse músculo. Uma
vez, tendo consciência do músculo é fundamental realizar o
treinamento de uma respiração profunda, iniciando na região
abdominal e ampliando para a região torácica superior.

Aumentar
a capacidade de respiração e o volume de ar dentro dos pulmões
irá trazer bem estar e maior controle da fala. Ampliar e controlar
a respiração é um excelente caminho para diminuir a ansiedade
e lidar melhor com a angústia diária, e conseqüentemente com o
nervosismo diante da plateia, em uma apresentação em público.
Inspirar e expirar lentamente antes de
uma apresentação, ou mesmo diante de um
conflito, são formas eficazes de se buscar um
equilíbrio emocional.

Anatomicamente falando, o diafragma funciona com um
fole: ao inspirarmos, expande os pulmões que se ampliam, e o
ar entra; ao expirarmos o diafragma comprime os pulmões para
o ar sair. O controle do diafragma consiste em evitar que haja
uma compressão rápida os pulmões.

Ou seja, treinar para que
o diafragma se mantenha o maior tempo possível expandido, e
lentamente permitir a expiração de uma forma contínua, lenta
e controlada. O diafragma controla o volume de ar que passa
pelas pregas (cordas) vocais, fazendo-as vibrar, e gerar os
sons para a fala.

O próximo passo, após a respiração, para se controlar a emissão
vocal, consiste em se treinar a ressonância das vocalizações,
ou seja, com a boca fechada deve-se fazer um som, como “um
mugido de boi”, vibrando as pregas (cordas) vocais. E criando
uma ressonância nos ossos da face e do tórax, similar a uma caixa
de som amplificada.

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São exercícios muito eficazes para se conseguir um aumento no
volume e consequente projeção da voz no espaço. A boa vibração
sonora faz com que o corpo funcione como uma potente caixa
acústica, ampliando a voz e projetando-a no ambiente de uma
forma agradável e harmônica.

Após o treino do “mugido do boi” deve-se vocalizar a vogais: a,
e , i , o, u. Esse treino das vogais irá criar uma base sonora para
as frases e discursos. Ou seja, com as vogais bem colocadas no
aparelho fonador, haverá maior probabilidade do texto ser articulado
e bem colocado para os ouvintes.

A articulação e dicção das palavras é outro treinamento que
necessita ser realizado continuamente, pois estamos falando de
músculos – face, boca, língua, diafragma – sendo necessário
manter um condicionamento físico apropriado.

As brincadeiras de trava-língua são boas ferramentas para o
aprimoramento da dicção. A leitura em voz alta de textos diversos,
inclusive em outros idiomas, é outro instrumento que agiliza e
aumenta sobremaneira a capacidade de articulação das palavras
e frases. Ressalte-se que estamos falando de casos onde não há
incidência de patologias graves no sistema fonoaudiológico.

A VOZ

Um exemplo de trava-lingua:
O bispo de Constantinopla é bom
Constantinopolizador. Quem
o desconstantinopolizar, bom
constantinopolizador será

 

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São exercícios divertidos e precisam ser feitos com alegria e
descontração para que os resultados sejam satisfatórios. A
repetição é a alma do aprendizado. E nesse caso, repetir a leitura
tanto de textos quanto de exercícios de dicção é fator de sucesso.
A orientação nesse treinamento é tentar se concentrar apenas nas
sílabas e não na palavra ou no texto todo. Assim, os acertos são
maiores e a ansiedade é controlada.

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Abraços,

Paulo.

P. S. Assine meu canal!

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O que é Coaching? Parte 1

O  que é Coaching? Parte 1 (*)

PERFIL E FORMAÇÃO DE COACH EM BELO HORIZONTE

Projeto apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso III, do Curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Núcleo Universitário em Contagem. (2015)

Orientador: Luiz Carlos do Nascimento

Co-orientador: Paulo Antônio Alves de Almeida

Autor:  Thiago Gonçalves Guimarães

(*) monografia PUCMINAS

Segundo KRAUSZ (2007), “o coaching é tão antigo quanto à própria humanidade, Sócrates, através de diálogos com seus discípulos, descrito com excelência por Platão, é baseado em que a verdade está dentro de nós”. Porém, segundo o Lange (2014) o coach se originou entre os séculos XV e XVI, na cidade húngara de Kocs, onde foi desenvolvida uma carruagem coberta conhecida como Koczi. Utilizada para o transporte de pessoas a fim de protegê-las do tempo. Obtendo assim uma relação com o conceito atual do coaching, fazendo uma analogia, a carruagem que transporta uma pessoa de um lugar a outro (coach), e a pessoa que é transportada (coachee). Esta palavra foi se adaptando a diversos idiomas ao decorrer dos anos. Segundo Chiavenato (2002), na década de 70, que o coaching passou a ser a ser associado exclusivamente aos esportes, onde cada equipe tinha uma pessoa que guiava um atleta ou equipe, tendo como principal característica, preparar os atletas para novos padrões de comportamentos, superações e disposição emocional. A fim de obter uma equipe cada vez melhor e assim alcançar os objetivos.

Segundo Grant e Cavanagh (2004), o desenvolvimento do coach dentro das organizações poderia ser dividido em três fazes distintas. A primeira, atividade interna sendo compreendida no período de 1930 a 1960, obtendo como característica atividades exercidas pelo supervisor, como forma de treinamento. A segunda fase é o rigor acadêmico compreendido no período de 1960 a 1990, quando documentos começam a ser publicados, através de pesquisas e discursões atendendo maior rigor acadêmico. A terceira fase é a partir de 1990, com o crescimento de teses, artigos acadêmicos e dissertações sobre o tema coach externo nas organizações.

A maioria dos artigos destaca a importância do coaching e o seu crescimento nos últimos anos, além de ressaltar os benefícios que ele proporciona. O coaching é um método pouco conhecido pela grande maioria das pessoas e empresas, porém bem aceito quando explicado a sua finalidade e seus benefícios, Segundo Downey (2010, p.17), o coaching é a arte de facilitar o desempenho, aprendizado e desenvolvimento de outra pessoa. Em alguns casos o coaching é confundido com o Mentoring, treinamento, consultoria entre outros, limitando assim suas reais definições. Downey (2010, p.6), destaca que o coaching tem significados diferentes para pessoas diferentes, dependerá de quem são elas, daquilo que esteja fazendo e das experiências com o coaching, diferentemente dos métodos citados anteriormente, como por exemplo, no treinamento se tem um processo padrão para apresentar a qualquer tipo de pessoa. No Mentoring, geralmente é uma pessoa especializada na área que fornece conselhos informais quando necessário. E a consultoria é algo que envolve o aconselhamento sobre mudanças organizacionais. Pode se observar que nestes métodos não se encontra uma finalidade em estimular o desenvolvimento das pessoas no âmbito pessoal e profissional, ao contrario do coaching.

Com o desenvolvimento do conceito o coaching vem se tornando cada vez mais especializado, Lages e O’Connor (2010ª, p.12) afirmam que há diferentes tipos de coaching, mas as habilidades envolvidas são as mesmas, apenas aplicadas em diferentes áreas. Destaca-se alguns tipos, o coaching de vida é um método voltado para a vida pessoal do coachee, temos o coaching executivo que está voltado a atender os executivos, especializados que tenha autoridade e poder dentro de uma organização. Já o coaching de empresas esta voltado para os funcionários de uma empresa, para desenvolver as equipes, ou seja, voltado nas questões profissionais no trabalho, encontramos também o coaching de carreira, neste estilo o papel do coach é de ajudar as pessoas a encontrar um emprego, mudar sua carreira, ou seja, é um planejamento da carreira pessoal. E por último encontramos o coaching esportivo, este por sua vez foi o precursor dos outros modelos. Responsável por desenvolver atletas e times em diversas modalidades esportivas, sendo muito similar às atividades empresariais. Kraus (2007), afirma que o coaching auxilia e ajusta competências e orienta quais devem ser cultivadas, aperfeiçoadas, ou estimuladas, fazendo com que o profissional que tenha recebido coaching tenha a capacidade de potencializar suas competências, maximizando assim seus resultados. Ferreira (2008), afirma que o coaching ainda apresenta informações imprecisas, concluindo assim que ainda se tem pouca atenção no que se diz respeito às pesquisas cientificas, notando-se a necessidade de divulgação do método e de inciativas que buscam aprofundamento sobre o tema.

O coaching não se importa exclusivamente com as organizações, pode-se ressaltar que este método pode ser requisitado, por qualquer pessoa que tenha a necessidade de desenvolver alguma competência ou comportamento. No âmbito corporativo, o objetivo do coaching é de alcançar resultados através do desenvolvimento de competências e habilidades dos indivíduos. Já no âmbito pessoal, o coaching tem um processo voltado para melhorar comportamentos, relacionamentos, redução de vicio entre outros. Este é um tema com varias abordagens, porém em todas elas as competências necessárias geralmente são as mesmas, para os autores brasileiros, a abordagem mais utilizada baseia-se no conceito CHA (Conhecimento, Habilidade, Atitude). Para que ocorra o desenvolvimento das competências dos indivíduos nas organizações, pode-se utilizar treinamentos, cursos, palestras ou o processo de coaching, que é o processo estudado neste projeto.

A busca para alcançar a excelência e algo constante no meio organizacional, com a busca de novos talentos e desenvolver os profissionais existentes. Com a aplicação do coaching estes indicadores estão mais próximos de serem alcançados. Pois este método oferece aos indivíduos a oportunidade de desenvolver competências e habilidades, sendo assim conseguindo potencializar as competências de cada pessoa. Vale ressaltar que todo o processo ocorre simultaneamente ao trabalho, facilitando ainda mais a percepção dos ganhos com o método para a organização.

Segundo Robert Witherspoon (apud Goldsmith, Lyon e Freas, 2003), o coaching executivo possui características que devido a sua individualidade são segmentadas, sendo o coaching para aptidões, tendo como objetivo principal, o aprimoramento de conhecimentos, qualificações, capacidades e perspectivas que permitem um executivo realizar uma ação eficaz. Outra variação é o coaching para performance, que tem o intuito de amenizar ou extinguir os problemas relacionados a performance do executivo. Destaca-se também o coaching para desenvolvimento, se refere a competências e habilidades exigidas da função exercida pelo executivo, como solução espera-se, que o individuo faça uma autoanálise e perceba alternativas e pontos necessários a serem desenvolvidos. E por fim o coaching para a agenda de um executivo, este segmento é utilizado de forma geral para se referir as preocupações pessoais da organização, neste item são levantadas questões importantes que muitas das vezes são esquecidas pelos executivos, assim como a orientação de um executivo quando ele esta assumindo uma nova área, ou esteja sem saber oque fazer em um determinado momento. De forma geral pode-se constatar que esse desenvolvimento proporcionado pelo coaching de forma paralela as atividades exercidas na organização, permite um olhar mais objetivo da situação como um todo, e permite o cumprimento das metas com maior eficiência e qualidade.

O coaching oferece oportunidades para o desenvolvimento das pessoas e consequentemente da educação. Segundo KRAUSZ, (2007, p.28) “Coaching é um tipo especial de colaboração que expande a consciência e permite a obtenção de resultados com menos esforço e em menos tempo”. Com base nestes conceitos o autor destaca a potencialização do desempenho atrelada ao “ajudar a aprender” em vez de seguir o caminho tradicional de ensinar, ou seja, o professor deixa o papel de detentor do conhecimento e se posiciona como parceiro no processo de ensino e aprendizagem. Considerando a sabedoria individual e estimulando a ampliação da consciência dos alunos, o que poderá desenvolver motivação, para que o próprio busque as informações e recursos para o seu autoconhecimento, além de estimular a pesquisa e o comportamento autodidata. Diante dos argumentos apresentados o coaching pode ser utilizado na educação tendo como principal objetivo a facilitação do aprendizado e o desenvolvimento das pessoas. Segundo BATISTA (2011, p.333), “o processo de coaching focado na aprendizagem possui um conjunto de ferramentas que foram criadas para aumentar o desempenho das pessoas, transformar limites em recursos, reformular e ampliar crenças limitantes, estabelecer ações estratégicas com passos práticos”. Ao considerar a educação sob a luz da complexidade, o coaching pode preparar os alunos para se adequar as incertezas, os desafios e a maneira de pensar.

O coaching pode ser uma maneira inovadora no contexto acadêmico, podendo até ir em direção oposta ao movimento capitalista geralmente focado apenas nos resultados, este método busca o equilíbrio entre os resultados e o desenvolvimento humano e o seu bem estar. Segundo REES (2009), citado por MATTEU (2013) nossa mente consciente pode processar até 4.000 bits de informação por segundo, algo fantástico, porém quando inconsciente a capacidade pode chegar até 400.000.000 bits por segundo, ou seja, quando conseguimos compreender e estimular o inconsciente poderá aumentar exponencialmente os resultados dos alunos. A partir destes dados o autor recomenda a implementação da cultura coaching nas universidades, adotando algumas posturas como, por exemplo, a formação de docentes coaches, oferecendo aos professores uma forma para que eles desenvolvam os seus alunos, e fazendo com que o aluno se sinta cada vez mais responsável pelos seus próprios resultados, outra maneira citada pelo autor é a disseminação dos conceitos coaching entre os docentes e discentes, neste ponto se destaca a necessidade de palestras, workshop, feiras, entre outros, capaz de mostrar tanto aos professores quanto alunos, o conceito e ganhos que o processo de coaching pode trazer para a vida pessoal e profissional, pois, este conceito é pouco conhecido pelos universitários. Outro método é a utilização de perguntas poderosas, também é uma maneira de estimular o aluno a aprender, pois com isso ele irá assimilar com mais facilidade os conceitos aplicando todo o aprendizado a sua realidade, outro ponto é a suspensão de julgamentos dos docentes aos alunos, pois, será muito mais produtivo se em vez de julgar um aluno ou turma, o professor acreditar no potencial de cada um, isso faz parte do processo de coaching, além disso, promover a reflexão e despertar a consciência frente os resultados de vida por meio das técnicas de coaching, é mostrar para o aluno a real importância da disciplina na sua realidade.

O desenvolvimento da inteligência emocional é algo que as universidades fazem pouco, com a formação coaching dos docentes será possível unir o desenvolvimento emocional e cientifico, potencializando assim o aprendizado. A orientação para o foco e resultado, é outro ponto importante para que cada envolvido no processo saiba com clareza quais são os objetivos a serem alcançados, com definições das tarefas, pois uma reflexão sem ação não ira gerar o resultado desejado, e assim chegar ao autoconhecimento algo com um nível de dificuldade altíssima, e sendo apto a entender as necessidades dos outros. Com todos estes métodos fica evidenciado algumas variáveis que podem fomentar a implementação do coaching na educação, obtendo assim cada vez mais docentes especializados em desenvolver pessoas e discentes com níveis elevados de aprendizado e absorção dos conceitos.

Segundo a Sociedade Latino Americana de Coaching (2014), 68% das organizações dizem submeter seus executivos ao método de coaching, tendo como principais motivos o aumento da produtividade, desenvolvimento da inteligência organizacional, assertividade do time, foco na solução de conflitos, redução do nível de estresse, baixo absenteísmo e ganhos de performance, segundo Sundfeld (2010, p.1) um dos grandes benefícios do coaching e auxiliar o executivo a identificar melhores formas de administrar as pessoas que lhe são subordinadas, detalhando objetivos, metas, planos e ações estratégicas com definições de prazo e recursos. Com todos estes benefícios existem poucas pesquisas que quantifica os reais ganhos com o coaching, a Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico – FEBRACIS (2014) divulgou em seu site alguns resultados com relação ao retorno sobre investimentos em coaching, destacando que os executivos que fizeram coaching melhoram 90% sua produtividade, 80% se mostram mais abertos para mudanças organizacionais e 70% conseguem melhorar o ambiente e relacionamento no trabalho, além disso, Dismore e Soares (2011 apud. LIMA, 2013, p.15) afirmam que o coaching produziu um retorno sobre investimento de 529% além de benefícios intangíveis significativos.

alavra chave: Coach. Coaching. Liderança. Mentoring. Tutoria. Desenvolvimento.

Ebook Comunicação e Oratória – Autor: Paulo Antônio Almeida

 

Ebook Comunicação e Oratória –

Autor: Paulo Antônio Almeida

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Este livro é um guia prático para o aperfeiçoamento da comunicação em todos os níveis. Vou apresentar pontos positivos e pontos de melhoria para serem aplicados em seu dia a dia. Espero que você leitor se reconheça nas histórias contadas, e se desenvolva com essa leitura!

 

 

Este livro foi escrito com base em minha experiência profissional e possui o objetivo de disseminar o diálogo aberto e a capacitação para um maior número de pessoas. Acredito que a comunicação em público seja uma prática libertadora.

Eu posso falar em público é uma expressão que passa pela palavra dita, pelo silêncio compartilhado e pelo amor transmitido. É uma conquista de todos nós. Vale a pena se aventurar e investir no crescimento pessoal e profissional através da palavra.

Você vai encontrar exercícios práticos para melhorar sua expressão oral e ainda controlar a emoção e o medo de falar em público.

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