Como usar a RESPIRAÇÃO!

Queridos,

segue mais um trecho do meu livro

Comunicação e Oratória – Autor: Paulo Antonio Almeida

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RESPIRAÇÃO

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação.

A respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

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O Lian Gong em 18 Terapias é uma prática
corporal elaborada na década de 70 pelo médico ortopedista da
Medicina Tradicional Chinesa, Dr. Zhuang Yuan Ming, que vive em
Shangai. A técnica, composta de 18 exercícios para prevenir e
tratar de dores no corpo, obteve bons resultados e foi escolhida
pelo governo chinês para ser divulgada para a população.

O Dr. Zhuang, seu criador, recebeu o prêmio de Pesquisa Cientifica de
Resultado Relevante,. Posteriormente, ampliou a técnica e adicionou
mais duas partes com 18 exercícios: uma para prevenir e tratar de
dores nas articulações, tenossinovites e disfunções dos órgãos
internos e, a outra, para prevenção e tratamento de doenças das
vias respiratórias.

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A respiração é fundamental no sucesso de uma apresentação em
público. Respirar deveria ser uma prática natural e saudável.
Infelizmente os vícios de nossa educação, e as tensões a que
estamos submetidos tanto na vida profissional quanto pessoal e
familiar, geram enrijecimentos. Couraças de caráter nos adoecem e
nos limitam a ter uma vida plena de saúde física, mental, emocional
e espiritual.

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O principal músculo da respiração é o diafragma. “É um
músculo estriado esquelético em forma de cúpula e principal
responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos
músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de
fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal!”

Para facilitar o contato e a auto percepção do diafragma,
recomendo aos alunos que coloquem as mãos na altura
do estômago. Em seguida peço que simulem uma tosse.
Automaticamente o diafragma se manifesta, como se empurrasse
as mãos dos participantes.

 

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A orientação para os alunos é a seguinte:
-Eu gostaria que vocês colocassem a mão na altura do estômago.
Agora, você simula que está tossindo. Isso! A mão de vocês foi
empurrada! Não é isto?
-É o diafragma! Este músculo importantíssimo da respiração.
-E por que é que eu estou falando no diafragma?

Para quem já conhece, os cantores, os atores, usam muito
exercitar o diafragma e os palestrantes também. Por quê? Porque
o diafragma é o principal músculo da respiração. Ele sustenta a
coluna de ar dentro do tórax. Faz com que as cordas vocais vibrem
numa frequência positiva para que a sua voz seja emitida. E então
se você tem o músculo diafragmático bem trabalhado, você pode
aguentar falar durante uma hora, duas, três ou passar o dia todo
falando, que a sua voz não vai se cansar.

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Ao mesmo tempo eu posso falar baixo e projetar
a minha voz. A projeção da voz no espaço se dá
através do apoio do diafragma.

Ou seja, a respiração nos tranquiliza. E então além de ser
um veículo, um músculo para ajudar na fala, a respiração pode
diminuir nossa ansiedade. Então durante o dia, se você sentar um
pouco e parar um pouquinho para respirar, vai trazer bem para
você. Ajuda a diminuir a pressão do trabalho.

Essa é uma experiência simples que você poderá fazer, e
assim se conscientizar do funcionamento desse músculo. Uma
vez, tendo consciência do músculo é fundamental realizar o
treinamento de uma respiração profunda, iniciando na região
abdominal e ampliando para a região torácica superior. Aumentar
a capacidade de respiração e o volume de ar dentro dos pulmões
irá trazer bem estar e maior controle da fala.

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Ampliar e controlar
a respiração é um excelente caminho para diminuir a ansiedade
e lidar melhor com a angústia diária, e conseqüentemente com o
nervosismo diante da plateia, em uma apresentação em público.
Inspirar e expirar lentamente antes de
uma apresentação, ou mesmo diante de um
conflito, são formas eficazes de se buscar um
equilíbrio emocional.

Anatomicamente falando, o diafragma funciona com um
fole: ao inspirarmos, expande os pulmões que se ampliam, e o
ar entra; ao expirarmos o diafragma comprime os pulmões para
o ar sair. O controle do diafragma consiste em evitar que haja
uma compressão rápida os pulmões. Ou seja, treinar para que
o diafragma se mantenha o maior tempo possível expandido, e
lentamente permitir a expiração de uma forma contínua, lenta
e controlada. O diafragma controla o volume de ar que passa
pelas pregas (cordas) vocais, fazendo-as vibrar, e gerar os
sons para a fala.

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A boa postura é vital nesse processo. Ainda que você
esteja sentado, deve-se manter a coluna alongada, com um bom
posicionamento nas regiões pélvica, lombar e cervical para que
haja espaço suficiente. Assim a musculatura abdominal poderá
trabalhar livremente.

O efeito tranquilizador de uma respiração profunda é muito
gratificante e salutar. Ocorre maior oxigenação do cérebro e
uma maior possibilidade de harmonia no trabalho do corpo
como um todo.

 

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Abraços,

Paulo.

P.S. Assinem meu canal!

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ATIVIDADE: MOTIVAÇÃO, SONHO E PROPÓSITO

ATIVIDADE: MOTIVAÇÃO, SONHO E PROPÓSITO

Trecho do Livro: Comunicação e Oratória

Autor: Paulo Antônio Almeida

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A Psicologia Positiva, através do autor Marin Seligman descobriu

que o senso de propósito, que significa “ pertencer ou servir a algo

que é maior que o eu “, é um fator primordial para o nosso bem

estar e felicidade.

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O psicólogo Victor Frankl, no livro “Em busca de Sentido”,

descreve sua experiência no campo de concentração nazista, e

seus estudos sobre os seres humanos sequestrados pelo nazismo,

que conseguiram sobreviver a partir de um significado maior em

suas vidas.

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Assim, descobrir o seu propósito é fundamental para aprimorar a

sua oratória e sua motivação para viver.

E esse propósito pode ser desde um objetivo de pequeno porte

até grandes realizações. Tenha coragem para criar e praticar seu

propósito de vida.

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Por exemplo: um aluno tinha um sonho de montar uma escola de

circo para formar crianças e adolescentes como artistas. E ele estava

com dificuldades em ensinar alunos adultos que apenas queriam

aprender circo para manter a saúde através de uma atividade física

lúdica.

Ao trabalhar o propósito com esse aluno, ele descobriu que

adultos possuem amigos, filhos, parentes e vizinhos crianças e

adolescentes que poderiam ser indicados para se tornarem artistas

de circo.

Ou seja, o seu propósito foi reformulado para “ fomentar

a atividade circense e difundir a cultura do circo para todas as

pessoas com foco no desenvolvimento de artistas de circo.”

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A ampliação e maior compreensão do seu propósito, aumentou

sua motivação para trabalhar na formação de adultos, jovens e

crianças em sua escola de circo.

Escreva aqui E ME ENVIE POR EMIAIL!!!!

(coachpauloantonioalmeida@gmail.com)

seu sonho, seu legado , seu propósito de vida e

aumente sua motivação!

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Feliz 2019!

Paulo.

P. S. Assine meu canal!

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#motivação #propósito #bemestar

#psicologiapositiva #pauloantonioalmeida

Coaching e Empoderamento Feminino

Coaching e Empoderamento Feminino
Autoras: Barbara Lopes e Naneia Borges

 

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flopes.barbara@gmail.com; naneiagborges@gmail.com

Alunas do Curso Coaching e Inovação PucMinas
Coordenação: Prof. Paulo Antonio Almeida

coachpauloantonioalmeida@gmail.com

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

Resumo
Os novos papéis femininos trazem sentimentos ambíguos e conflituosos para a mulher contemporânea. A inserção no mercado de trabalho e os anseios profissionais muitas vezes competem com papéis mais tradicionais de ser esposa e mãe, levando a mulher à um conflito interno que desencadeia uma sobrecarga psicológica. Assim, o presente artigo busca realizar uma breve revisão de literatura sobre o papel da mulher contemporânea, buscando compreender como o coaching contribui no empoderamento feminino frente às conquistas e os desafios de ser mulher do século XXI.

Palavras-chave: Mulher Contemporânea; Coaching; Empoderamento Feminino

Abstract
The new female roles bring ambiguous and conflicting feelings to contemporary women. Labor market insertion and professional longings often compete with more traditional roles of being a wife and mother, leading the woman to an internal conflict that triggers a psychological overload. Thus, the present article seeks to carry out a brief review of the literature on the role of contemporary women, seeking to understand how coaching contributes to women ‘s empowerment in the face of the achievements and challenges of being a woman of the 21st century.

Keywords: Contemporary Woman; Coaching; Women’s empowerment

 

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INTRODUÇÃO

O papel da mulher na sociedade está em transformação. A maior escolarização e profissionalização a partir do século XX trouxeram consigo mudanças nos valores patriarcais vigentes. Observa-se um descontentamento com o passado e um profundo questionamento a respeito da submissão e aos limites impostos ao espaço de pertencimento feminino (BIASOLI-ALVES, 2000).

No Brasil, este processo é recente. O direito ao voto feminino foi conquistado em 1932 e, somente com a Constituição de 1988, há o reconhecimento da plena cidadania da mulher. Avanços já foram obtidos, mas o caminho ainda é longo para as mulheres, principalmente, no que diz respeito a mudança da cultura de gênero disseminada na mídia, nas relações interpessoais e institucionais (ARAÚJO, 2011).

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

A mulher contemporânea saiu do ambiente privado da casa e tem buscado maior inserção no mercado de trabalho em busca de novas possibilidades e novos modelos de vida (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014). Ela está em procura da independência financeira, do sucesso e da realização profissional. Além disso, a mulher passou a assumir uma posição mais assertiva em suas escolhas pessoais, seja em relação ao casamento, ao divórcio ou à maternidade (FIORIN; PATIAS; DIAS, 2011). Neste contexto, empoderamento feminino tornou-se um termo de destaque e comumente empregado ao se falar na mulher do século XXI (SARDENBERG, 2006).
Diante destas novas possibilidades conquistadas surgem sentimentos ambíguos e conflituosos para mulher. Além da dificuldade em conciliar os vários papéis que assume, muitas vezes a busca pela realização e reconhecimento profissional parece entrar em divergência com os desejos pessoais e familiares. São tantas as atividades rotineiras que as mulheres estão deixando de lado períodos livres para o autocuidado interno e emocional (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014).
Essa situação tem levado muitas delas a procurarem ajuda profissional. Um dos processos atualmente bastante utilizado tem sido o coaching (VICTORAZZI, 2016). O coaching é uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades das pessoas. O seu objetivo é produzir mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo, possibilitando a conquista de resultados efetivos em quaisquer áreas: pessoal, profissional, espiritual, social, familiar, financeiro e etc (FERREIRA, 2013).
O conhecimento gerado pelo presente trabalho constitui um recorte que contribui para uma maior compreensão do papel do coaching frente às transformações de identidade da mulher no século XXI. Ainda que não tenha sido objetivo do estudo esgotar o assunto, espera- se que essa pesquisa ofereça reflexões sobre um tema ainda pouco explorado, dada à emergência do tema de empoderamento feminino e ao grande crescimento em torno da prática do coaching no Brasil e no mundo nos últimos anos.

Objetivos

Objetivo Geral
O trabalho tem como objetivo analisar o papel do coaching no processo empoderamento das mulheres.

Objetivos Específicos
Analisar o conceito de empoderamento, no intuito de compreender a sua aplicação para o contexto feminino contemporâneo;
Descrever o conceito de coaching, as suas áreas de atuação e os métodos comumente utilizados no processo;
Identificar os benefícios do coaching para o processo de desenvolvimento de competências das mulheres.

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Metodologia

Esta pesquisa se caracteriza pela utilização do tipo qualitativo de natureza descritiva e exploratória, cuja função é obter um maior conhecimento, ter maior familiaridade com o problema em perspectiva. Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 188), as pesquisas exploratórias são investigações de pesquisa empírica para a formulação e questões ou problemas de tripla finalidade: “desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos”.
Os dados foram coletados a partir de uma revisão bibliográfica, no qual serão utilizados materiais de domínio científico como, livros, periódicos, ensaios críticos e artigos. Além disso, evidencia-se a busca em sites especializados como International Coaching Federation (ICF) e o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

EMPODERAMENTO FEMININO E OS DESAFIOS DA MULHER CONTEMPORÂNEA

A utilização crescente do termo empoderamento associa-se aos movimentos emancipatórios na década de 1960 vinculados ao exercício da cidadania nos Estados Unidos da América (EUA) – luta pelos direitos civis da população negra, das mulheres, dos deficientes e dos homossexuais (BAQUERO, 2012). No Brasil, a palavra empoderamento foi um neologismo criado pelo educador Paulo Freire. Originalmente, no termo inglês, empowerment significa “delegação de poder”, “emancipação” ou “fortalecimento”, porém, para Freire toma uma acepção mais profunda (ROSO; ROMANINI, 2014).

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No livro, Medo e Ousadia (1986, p.71), o autor estabelece um diálogo com Ira Shor e mostra a necessidade de superar a noção de empoderamento como processo de natureza individual, mas sim ligado às lutas da classe social oprimida. Para ele, mesmo que você se sinta individualmente mais livre, não há empoderamento se este sentimento não for social, ou seja, “se você não é capaz de usar sua liberdade recente para ajudar os outros a se libertarem através da transformação global da sociedade”.
Embora alguns autores privilegiem a intervenção no plano individual e outros no plano coletivo, ainda existem aqueles defendem uma articulação entre ambos. Estes últimos abordam o empoderamento como um processo que se dá tanto no âmbito individual quanto nos processos relacionais e coletivos (MARINHO; GONÇALVES, 2015).
Para Rowlands (1997), a análise sobre empoderamento é tridimensional. A primeira é a pessoal, no qual é desenvolvida a autoconfiança e capacidades individuais. A segunda dimensão é a coletiva e refere-se em agregar os esforços individuais com o objetivo de alcançar um maior impacto sobre um determinado objetivo. Substitui-se a competição pela cooperação. Por fim, na dimensão das relações interpessoais enfatizam-se as habilidades de negociação, comunicação, além da obtenção de apoio e defesa de direitos e dignidade.

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Dessa forma, é possível falar em empoderamento feminino como um processo multidimensional, cujo intuito é desenvolver a capacidade das mulheres para tomar decisões importantes em suas vidas, assim como transformar as suas relações sociais, além da criação de marcos legais e políticos. Entretanto, para que o termo traga os resultados desejados, é necessário – como aponta Rowlands (1997) –, que as mulheres desenvolvam primeiramente a dimensão pessoal, para então começarem a realizar mudanças coletivas, transformando a teoria em ação.
Além disso, para estudar o que é empoderamento é fundamental compreender a noção de “poder”. No entanto, o termo “poder” pode ser pensado de quatro formas distintas, como aponta Mosedale apud Sardenberg (2006):

– poder sobre: refere-se à dominação, subordinação, dominação/resistência (por exemplo, A tem poder sobre B);
– poder de dentro: refere-se à autoestima e autoconfiança;
poder para: refere-se à capacidade para fazer algo, do poder que expande os horizontes do que pode ser conquistado por uma pessoa, sem necessariamente invadir os limites das outras (por exemplo, aprender a ler);
poder com: refere-se ao poder solidário, no qual se compartilha numa ação coletiva.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Princípios de Empoderamento das Mulheres2, um conjunto de considerações que contribui para que comunidade empresarial incorpore em seus negócios valores e práticas que visam à equidade de gênero em todas as atividades sociais e econômicas:
Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero;
Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação;
Garantir a saúde, a segurança e o bem estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras;
Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres;
Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem mulheres;
Promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária;
Mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade.

A promoção do termo empoderamento feminino ao redor do mundo vem de encontro aos desafios atuais da mulher contemporânea. Historicamente, a mulher brasileira – sobretudo a mulher branca brasileira – foi reconhecida numa sociedade patriarcal como esposa obediente, passiva e subordinada à dominação do pai e, posteriormente, do marido. O seu espaço restringia-se ao ambiente privado, no qual o seu trabalho relacionava-se aos afazeres domésticos (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
A partir da década de 1970 há uma grande mudança nessa conjuntura em função da inserção da mulher no mercado de trabalho. Neste novo contexto social brasileiro, a mulher transpõe os horizontes e começa a competir com os homens pelo espaço externo. Os fatores impulsionadores deste processo são os mais variados, dentre o quais destacam-se o desejo de desenvolvimento de uma carreira profissional, a busca pela independência financeira e, até mesmo, o poder de consumo (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
Embora a sua maior presença no mercado de trabalho, a mulher precisa lidar com o preconceito e as diferenças de tratamento que recebem. A disparidade no âmbito profissional é observada através da diferença entre salários de homens e mulheres (VICTORAZZI, 2016).

2 http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf

De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)3, em 2017, o salário médio pago às mulheres foi apenas 77,5% do rendimento pago aos homens no Brasil.
Além disso, a sua inserção ou manutenção no mercado de trabalho – principalmente em cargos de liderança – é dificultada por aspectos socioculturais relacionados ao gênero e não à qualidade e à competência. Estas profissionais enfrentam barreiras invisíveis, advindas da cultura e da sociedade patriarcal ainda vigente (VICTORAZZI, 2016).
Deste modo, a mulher para ser respeitada dentro das organizações precisa provar diariamente que são tão qualificadas e competentes para conseguirem se manter nas suas funções:
“existe uma contradição de cunho machista na qual a mulher é estereotipada como um ser guiado por seus sentimentos e intuições e o homem por sua vez é visto como mais agressivo e racional. Nesta percepção, a mulher, para ter ascensão no emprego precisa assumir uma postura considerada “masculina” a fim de demonstrar autoridade e adquirir o respeito dos subordinados” (VICTORAZZI, 2016).

Ao longo dos anos, o trabalho da mulher deixa de ser somente como complemento da renda familiar. Na verdade, na maioria das vezes, este trabalho é a principal renda da família (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009). Não obstante o número expressivo que assume no mercado de trabalho, a mulher atual – independente de sua condição socioeconômica – vive o desafio da interseção família-carreira. Aquelas funções historicamente conhecidas como sendo de dever feminino não foram extintas e, dessa forma, as mulheres passaram a assumir uma dupla responsabilidade (SILVA; LIMA, 2012). A maternidade, por exemplo, surge como uma preocupação de caráter biológico às mulheres. Frente a sua postura assertiva profissionalmente, em algum momento, elas se deparam com o conflito entre ser mãe e ter uma carreira profissional (VICTORAZZI, 2016). E, neste contexto, percebe-se uma cobrança para que a mulher desempenhe os dois modelos femininos sociais: a “boa” mãe, que sobrepõe a família a qualquer outra atividade e a profissional, independente e competente (SILVA; LIMA, 2012).
As várias atividades desempenhadas pelas mulheres constituiu um relevante fator de liberdade na esfera pública, porém também de risco. Isso significa que o trabalho remunerado possibilitou autonomia da mulher e, consequentemente, uma maior participação no consumo

3 https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551_informativo.pdf.

de bens e de serviços. Por sua vez, o excesso dessas atividades resultou numa maior vulnerabilidade da sua saúde, principalmente a saúde mental (SILVA; LIMA, 2012).
Dessa forma, surge a grande contradição da mulher contemporânea. Por um lado, ela encontra realização e satisfação em tudo o que faz e, devido a isso, se sobrecarrega e sofre. Mas, por outro, não suporta o peso de tantas responsabilidades que assume e acaba manifestando sérios danos a sua saúde (SILVA; LIMA, 2012).

COACHING: HISTÓRIA E CONCEITO

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1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

 

Coach é uma palavra inglesa, porém acredita-se que a expressão é de origem húngara: Kocsi szekér. Foi no vilarejo de Kocsi onde se iniciou a produção de um tipo de transporte conhecido como carruagem (coche). O condutor do coche era chamado de cocheiro e este conduzia os passageiros até o destino desejado. Passados alguns anos, esse termo começou a ser utilizado para definir os professores e mestres das universidades inglesas cujo significado era tutor, aquela pessoa responsável por orientar os alunos em seus estudos (SANTANA; CARUSO, 2012).
Na década de 1950, o termo coaching surge no contexto organizacional para fazer referência à habilidade de gerenciamento de pessoas, sendo utilizado como ferramenta de desenvolvimento e valorização das competências humanas (EVERED; SELMAN, 1989 apud FERREIRA, 2008). Em Nova Iorque, no ano de 1960, o coaching ganha forças nas empresas através de um programa educacional desenvolvido com a inclusão de técnicas para controle de conflitos e resolução de problemas. Já na década de 1980, surgiu uma nova modalidade de coaching ligada ao meio corporativo para atender as necessidades de aumento da produtividade e lucratividade das grandes empresas, tornando-se relevante para o alinhamento estratégico, de retenção de talentos, assim como de desenvolvimento de lideranças internas (SANTANA; CARUSO, 2012).
No Brasil, o coaching surgiu na década de 1970, na área dos esportes, uma vez que visava desenvolver habilidades e capacidades dos atletas para alcançar a alta performance nos treinamentos (FERREIRA, 2011 apud SANTANA; CARUSO, 2012). Nessa época, o coaching extrapola os limites do esporte e entra no mundo dos negócios. A partir de então, começa a fazer sucesso nas empresas por proporcionar resultados positivos e de forma rápida e eficaz (FERREIRA, 2008).

Coaching pode ser definido como um processo no qual o profissional (coach) utiliza técnicas e ferramentas de diversas áreas como a Psicologia, a Sociologia e a Neurociência,

com o propósito de facilitar o desenvolvimento das habilidades e competências do seu cliente (coachee) de modo que ele possa alcançar resultados positivos (PERCIA; SITA, 2013).
Por se tratar de uma ferramenta que contribui na mudança de comportamento e desenvolvimento humano, de alta aplicabilidade e eficácia, o coaching tem se destacado cada vez mais no mercado. No Brasil, por exemplo, o mercado de coaching tem aumentado significativamente nos últimos anos de acordo com levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo (2011) com as maiores organizações certificadoras de profissionais coaches do país, a saber: Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, Sociedade Brasileira de Coaching e Sociedade Latino-Americana de Coaching. Entre os anos de 2005 a 2011, o número de profissionais certificados cresceu de 752 para 2.310, ou seja, um crescimento de 207% (OLIVEIRA-SILVA et.al, 2018).

A atividade de coaching está dividida em duas formações principais em que ambas promovem o desenvolvimento humano: o Life Coach e o Executive Coach. O Life Coach é uma metodologia empregada para estimular o desenvolvimento pessoal em áreas específicas da vida da pessoa, como nos estudos, na saúde, nos relacionamentos, nas finanças e muito mais. Essa metodologia permite o desenvolvimento de habilidades e competências de cada pessoa, contribuindo para seu crescimento tanto pessoal quanto profissional. Com relação ao Executive Coach, essa metodologia está ligada ao meio organizacional. Ela é direcionada a profissionais que exercem cargos de nível estratégico e tático de uma organização, como gerentes, diretores e CEO. O objetivo do processo de Executive Coach é desenvolver e aprimorar os conhecimentos dos profissionais no contexto organizacional, gerando mais resultados para empresa (SILVA, 2018).

O processo de coaching é composto pelas seguintes fases: avaliação do cliente, elaboração de metas, desenvolvimento do plano de ação e o feedback. Na primeira sessão, o coach explica o processo de coaching para o cliente e coleta dados sobre sua situação atual, utilizando ferramentas que auxiliam no diagnóstico. Com o diagnóstico, o coach traça junto com o coachee metas e tarefas que ele precisa cumprir para que o processo funcione adequadamente (DI STÉFANO, 2015). É importante ressaltar que o coaching é diferente de uma terapia. O primeiro trabalha com foco no futuro e em ações no resultado, enquanto que, o segundo, visa resolver problemas do passado e melhoria do sentimento interno (PERCIA; SITA, 2013).

Nessa primeira fase do processo, é primordial que seja estabelecido uma aliança entre o coach e o coachee. O respeito, o compromisso, a ética e a confidencialidade são preceitos bases para se construir uma relação sincera e próspera entre as partes, já que sem a qual não

existe desenvolvimento. Outro fator que influencia no estabelecimento de conexão entre o coach e coachee é saber escutar sem julgamento, gerando e estimulando a confiança em cada sessão (DI STÉFANO, 2015).
Durante o processo de coaching, o coach faz perguntas que estimulam o coachee à reflexão e autoanálise, trabalhando com o presente e foco no futuro. Através da autoanálise, essas pessoas tem a oportunidade de conhecer a si mesmo, como por exemplo, suas aptidões, crenças, valores, paixões. A partir desse conhecimento, o coachee tem a oportunidade de desenvolver habilidades e competências, explorar cenários, expandir a consciência, mudar comportamentos, controlar seus sentimentos e, acima de tudo, encontrar a realização pessoal e profissional (FERREIRA, 2013).
O papel do coach é auxiliar o cliente na conquista de metas pessoais ou profissionais, de maneira que propicie mudança de comportamento do seu coachee. O coach apoia questiona, incentiva, mas o resultado final está nas mãos do coachee. Normalmente, um processo de coaching possui de 10 a 12 sessões, dependendo do objetivo que o coachee deseja alcançar para vida pessoal ou profissional. Uma vez definida as metas de forma clara e objetiva, o coachee define o que e quando fazer, ou seja, desenvolve um plano de ação com a descrição de cada meta e quando elas serão realizadas. (FERREIRA, 2013).

Nas sessões seguintes, o coach acompanha o desenvolvimento do coachee através da ferramenta feedback. O feedback no coaching é utilizado como estratégia para reforçar comportamentos e também trazer mudanças de atitudes e hábitos que o coachee deseja (MOREIRA, 2009 apud FERREIRA,2013). Desse modo, o feedback deve ser realizado como parte fundamental no processo de coaching, o qual deve ser orientado para os fatos e desprovidos de juízos de valor, visando sempre o aprendizado do coachee (FERREIRA, 2013).

COACHING PARA MULHERES

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O dilema entre dedicar-se à família e/ou aos anseios profissionais afeta o comportamento feminino. As mulheres contemporâneas desejam o crescimento profissional, sem perder a possibilidade de serem mães e esposas dedicadas. O conflito de papéis não representa apenas a sobrecarga sentida pelas mulheres em jornadas duplas, mas também a visão que elas possuem sobre o seu futuro de carreira e satisfação pessoal.
Dessa forma, o coaching surge como uma metodologia que une técnicas e ferramentas com base científica e de resultados comprovados que pode auxiliar a mulher tanto na sua vida

pessoal quanto profissional. É possível analisar o papel do coaching no empoderamento feminino especificamente a partir das quatro formas de poder de Mosedale (2005).
O processo de coaching está relacionado à conquista e à construção da autonomia, da identidade e expressão pessoal do coachee. Sendo assim, o coaching permite que a mulher reavalie o seu papel diante do pensamento patriarcal sobre a qual as suas ações foram predeterminadas. A mulher é capaz de romper com a dominação de crenças sobre as expectativas em relação ao comportamento desejado por ela na sociedade (poder sobre).

A partir das ferramentas utilizadas, o coaching trabalha com a descoberta das qualidades, compreensão das emoções e tomada de consciência de quais pontos precisam ser melhorados. Neste sentindo, a mulher inicia um processo de autoconhecimento, identificando quem ela verdadeiramente é e o que ela quer. Assim, aprender a se conhecer melhor é o primeiro passo para a mulher reconhecer o que não está dando certo e traçar um plano para colocar a sua vida na direção correta (poder de dentro).
A mulher tomando consciência de si empodera-se das suas habilidades e ganha autoconfiança para manter-se focada quaisquer que sejam os seus objetivos. Portanto, é capaz de determinar as suas ações e o coaching auxilia na delimitação de prioridades, permitindo que a mulher consiga traçar um plano eficaz para conquistar as suas metas. Diante dos múltiplos papeis que a mulher assume, o planejamento torna mais fácil as suas escolhas (poder para).
A essência do coaching é ajudar o indivíduo a resolver seus problemas e a transformar o que aprendeu em resultados positivos para si e que, por consequência, influencia todas as pessoas à sua volta. Com o intuito de ajudar as mulheres a compreenderem o complexo universo feminino e, assim, superar os seus desafios pessoais ou profissionais o coaching para mulheres é uma força motriz que desencadeia outros processos. Dessa forma, o aprendizado da mulher no processo de coaching é ampliado para as suas relações mais próximas, no seu círculo familiar, no seu grupo de trabalho e, principalmente, para outras mulheres estejam passando pela mesma situação e questionamentos internos (poder com).

Dessa forma, é possível observar que o processo de coaching contribui nas quatro esferas de poder. No contexto histórico atual, as mulheres estão cada vez mais em busca por mudar sua história, engajadas em movimentos para transformar a sociedade, mudar a visão patriarcal sobre sexo feminino, conquistando espaços igualitários dentro do ciclo de sua convivência. Com isso, o coaching pode auxiliar na sua identificação como mulher, principalmente, no que diz respeito aos seus objetivos deixando de lado a (o) pressão social. A mulher passa a perceber-se como agente de ação e transformação a partir do seu poder de escolha: casar-se (ou não); ser mãe (ou não); ser profissional (ou não). Aliada a isso, a mulher enxerga o seu próprio potencial e se sente mais fortalecida para assumir o papel que mais lhe convém.
O mito da “mulher maravilha” – a que dá conta de várias tarefas com sucesso – também é desconstruído no coaching. A mulher passa a conhecer e aceitar as suas limitações e, com isso, consegue planejar um caminho para administrar melhor o seu tempo e prioridades, além de aprender a não se culpar por isso e desfrutar do prazer de cada meta atingida. Ao traçar com clareza as metas pessoais e de carreira, a mulher consegue alcançar um ritmo equilibrado e saudável (mas nem por isso menos produtivo) entre vida pessoal e profissional.
Em suma, o empoderamento feminino através do coaching pode ser compreendido a partir da tomada de consciência de si como mulher, das suas escolhas e da sua contribuição à sociedade. Portanto, o empoderamento está na busca de ações que favoreçam não somente a condição de ser mulher, mas sim a própria existência humana que com isso a torna protagonista em sua luta à favor dos ideais de direito e igualdade em todos os aspectos da sua vida.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É impossível falar de vida pessoal e profissional de maneiras separadas. Uma área faz parte da outra. Isso é ainda mais notável para as mulheres. A participação da mulher no mercado de trabalho aumentou e cada vez mais ela busca por crescimento de carreira e conhecimentos como propósito profissional. Em paralelo, as responsabilidades com o lar e a família geraram uma cobrança muito grande. Essa mulher cobra ainda mais de si e acaba por se sobrecarregar, tendo que criar estratégias para suavizar os conflitos existentes entre estas duas instâncias de suas vidas.
No processo de coaching empoderamento é o resultado de um processo interno do coachee que ocorre quando ele se sente genuinamente seguro, confiante e apoiado para reavaliar os seus comportamentos e as suas competências. Quando ele permite ser e agir diferentemente, abandonando certas crenças a respeito de si, do outro e dos acontecimentos do mundo à sua volta.
Deste modo, coaching funciona como um guia que ajudará a mulher a entender melhor quais as suas habilidades e pontos que precisam ser melhorados e com isso organizar seus objetivos e metas. Dessa forma, a partir de um planejamento bem estruturado, a mulher

consegue desenvolver todas as áreas de vida e conquistar excelentes resultados. Portanto, o coaching enquanto técnica de desenvolvimento de competências pessoal e profissional que trabalha com todas as esferas de poder que constituem o empoderamento pode contribuir às mulheres que buscam superar os desafios dos seus múltiplos papéis na sociedade, no intuito de atingir um maior equilíbrio e satisfação em suas vidas.

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Mindset de Crescimento!

 

Mindset de Crescimento

Carol Dweck

a imagem acima é do livro Mindset – Carol Dweck.

Nas palavras dela:

” Cada um de nós tem uma jornada a tormar.

Começa com a aceitação que todos nós temos dois mindsets.

Em seguida aprendemos a reconhecer quais são os gatilhos do nosso

mindset fixo. Fracassos? Criticas? Prazos? Desentendimentos?

E vamos entender o que nos acontece quando a

nossa persona com mindset fixo

é desencadeada. Quem é essa persona?

Qual é o seu nome? O que ela nos faz

pensar, sentir e fazer? Como afeta aquelas que estão ao nosso redor?

Podemos aprender  gradualmente a permanecer no mindset de crescimento,

educando nossa persona e convidando-a a se  juntar a nós em nossa jornada para

o  mindset de crescimento.

E aprendemos a ajudar os outros em sua jornada.

 

O que preciso fazer para ampliar e conservar meu

crescimento? “

@coachpauloalmeida

#8 Estratégias para aumentar seu Bem Estar – Psicologia Positiva

#8 Estratégias para aumentar seu Bem Estar!!!

#1 – Pontos Fortes da Assinatura – usando seus pontos fortes de personalidade de novas maneiras

Faça o teste gratuito das suas forças no link abaixo:

#2- Saboreando – aproveitando para saborear as coisas que você gosta

#3- Gratidão – (Lista e / ou Carta) – expressando gratidão pelas pessoas e coisas em sua vida

#4 – Bondade – aumentando seus atos de bondade

#5 – Conexão Social – fazendo conexões com estranhos e conhecidos, juntamente com o tempo de agendamento para as pessoas importantes em sua vida

#6 – Exercício – aumentando sua atividade física para pelo menos 30 minutos algumas vezes por semana

#7 – Dormindo – certificando-se de dormir pelo menos 7 horas por noite várias vezes por semana

#8 – Meditação – meditar por 5-10 minutos se você for um iniciante ou aumentar seu tempo em meditação se você já medita regularmente

Como intensificar a satisfação nas experiências positivas

CONSUMO INTERROMPIDO:

ADAPTAÇÃO E A INTERRUPÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE PRAZER

Leif D. Nelson * Tom Meyvis New York University
“Vaga dupla no Curso de Psicologia Positiva
Imagine um paciente se preparando para 30 minutos de fisioterapia dolorosa
e lhe oferecem a oportunidade de fazer uma pequena pausa no meio da sessão.
Será que o paciente aceitar a oferta e terminar a sessão
ou ele preferirá renunciar ao intervalo?
E se ele faz a pausa, vai tornar a sessão mais ou menos dolorosa?
 Agora imagine um cliente que está prestes a receber uma massagem relaxante de 30 minutos e é oferecida a oportunidade de fazer uma pequena pausa no meio da massagem.
Ele vai preferir terminar a sessão ou ele preferirá renunciar ao intervalo?
E se ele fizer a pausa, vai fazer a massagem mais ou menos prazerosa?
Vaga dupla no Curso de Psicologia Positiva
 Em cada cenário, um provedor de serviços
oferece ao consumidor a oportunidade de interromper uma experiência afetiva.
 Para resolver a questão, e talvez mais essencial,
vamos contar com dois pressupostos críticos: primeiro,
que os consumidores se adaptam a muitas experiências e,
segundo, que quebras interrompem esse processo de adaptação.
Juntas, essas suposições implicam que as quebras podem intensificar
experiências afetivas.
Vaga dupla no Curso de Psicologia Positiva
Propomos, portanto, que, dentro de certos limites,
os consumidores devem inserir intervalos em experiências positivas,
mas não em experiências negativas”.
Abraços,
Paulo.
P.S.
Vaga dupla no Curso de Psicologia Positiva

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA POSITIVA

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA POSITIVA

Autor: Paulo Antônio Almeida – Psicólogo e Coach – @coachpauloalmeida

coachpauloantonioalmeida@gmail.com

#Há duas décadas, um grupo de Psicólogos americanos, liderados por Martin Seligman (Seligman, Steen, Park, & Peterson, 2005) fundou uma nova corrente, a Psicologia Positiva. Esse novo ramo da Psicologia, vem produzindo teorias, métodos e técnicas para melhorar nossa qualidade de vida. Seu fundador, Dr. Marting Seligman (https://www.authentichappiness.sas.upenn.edu/faculty-profile/profile-dr-martin-seligman) define a felicidade como alicerçada no tripé: emoção positiva, envolvimento e senso de propósito.

#O primeiro elemento “a emoção positiva é o que sentimos como por exemplo: prazer, extase, calor, conforto e afins. Uma vida inteira direcionada com sucesso em torno desse elemento, eu chamo de “vida agradavel”. (Seligman, 2011). De acordo com Seligman, no livro Felicidade Autêntica, podemos escolher ter emoções positivas, como por exemplo, receber uma massagem nas costas para aliviar as tensões.


#O segundo elemento, engajamento, está relacionado com o conceito de FLOW criado por
MIHALY CSIKSZENTMIHALYI (Livro: Fluir de Mihaly Csikszentmihalyi  (pronuncie “txicsentmirrái”) Mihaly Csikszentmihalyi  (Here’s a fun trick to remember his name: “Me high? Cheeks send me high!”), que significa um estado de total absorção na atividade que está sendo realizada. Essa absorção na atividade é representada pela sensação de que “nada mais importa”; “por uma intensa concentração e não atenção aos problemas ou outros acontecimentos”; “há uma perda de si mesmo, e a sensação de tempo é distorcida”.

#O terceiro elemento, senso de propósito, significa “ pertencer ou servir a algo que é maior que o eu “. O psicólogo Victor Frankl, no livro “Em busca de Sentido”, descreve sua experiência no campo de concentração nazista, e seus estudos sobre os seres humanos sequestrados pelo nazismo que conseguiram sobreviver a partir de um significado maior em suas vidas.

Os estudos da Psicologia Positiva acerca das virtudes humanas fundamentam-se em textos dos filósofos gregos e contemporâneos, como também nos escritos existentes nas diversas religiões como o catolicismo, protestantismo, budismo dentre outras.

Um dos focos de estudo da Psicologia Positiva é estudar o impacto das forças de caráter em nossa qualidade de vida. No site www.viacharacter.org você poderá realizar um teste sobre suas forças de caráter, ou seja, identificá-las, reconhecer a ordem de prioridade em sua vida, e assim possibilitar a reflexão sobre utilizar ainda mais suas fortalezas a seu favor.

Segundo Seligman, “na teoria da Felicidade Autêntica, as forças e virtudes – bondade, inteligência social, humor, coragem, integridade e afins (são 24 delas) – são o suporte para o engajamento. Você entra em fluxo quando seus pontos fortes mais altos são implantados para atender aos maiores desafios que surgem em seu caminho. “

Seligman amplia sua teoria sobre a Felicidade para o conceito de Bem Estar que passa a ser o foco principal da Psicologia Positiva. ( https://www.authentichappiness.sas.upenn.edu/learn/wellbeing)

#A teoria do bem-estar abrange cinco elementos mensuráveis (PERMA) que funcionam em conjunto, e não isoladamente e que são:

P = Positive Emotions Emoção positiva

E = Engajement = Engajamento

R= Relationships = Relacionamentos

M = Meaning = Significado e finalidade

A = Achievements = Realização

Psicologia Positiva

Na teoria do bem-estar, essas vinte e quatro forças sustentam todos os cinco elementos, não apenas o engajamento: implantar suas forças mais elevadas leva a mais emoções positivas, mais significado, mais realizações e melhores relacionamentos.

Inúmeros pesquisadores ao redor do mundo (referências ao final do artigo), vem desenvolvendo estudos e pesquisas sobre a Psicologia Positiva e como suas teorias sobre a gratidão, o perdão, otimismo, o relacionamento social, felicidade dentre outras, podem auxiliar o ser humano a se tornar mais feliz, e com melhor saúde e bem estar.

As inovações tecnológicas permitiram o avanço do conhecimento da ciência em todas as áreas, e particularmente na neurociência, e possibilitaram o mapeamento cerebral mais apurado. Micro eletrodos podem ser colocados no cérebro de animais e humanos para se investigar as mudanças neurológicas que ocorrem em nosso sistema neurológico.

No livro O Cérebro que se Transforma, o autor Norman Doidge, relata inúmeros casos bem sucedidos de neurocientistas que conseguiram reverter a cegueira, ou dificuldades com o equilíbrio e a locomoção sendo curadas por novas técnicas da neurociência.

A partir de 1998, (Eriksson e col., 1998) a neurociência descobre que o hipocampo, região responsável por uma importante parte do processamento de nossas emoções pode criar novas conexões neurológicas e novos neurônios, inclusive no adulto e idoso. Antes de 1998, acreditava-se que a neurogênese ocorria apenas nas crianças e adolescentes.

Como essa nova ferramenta de mapeamento cerebral os cientistas tem comprovado o fenômeno da neuroplasticidade, que significa a flexibilidade do nosso sistema neurológico em criar novas conexões e novos espaços funcionais.

Os experimentos com animais e humanos demonstram que áreas do cérebro responsáveis por exemplo pela audição, no caso de uma surdez, podem aprender a serem responsáveis por outras funções neurológicas.

A neuroplasticidade cerebral nos auxilia a compreender como as teorias e métodos da Psicologia Positiva atuam no cérebro criando novas formas de compreensão e apreensão da realidade.

O autor Shaw Anchor no livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, descreve sobre o Efeito Tetris no cérebro e como podemos aprender a suar esse efeito de uma forma positiva. O Efeito Tétris diz respeito ao fenômeno que ocorre em nossa mente, quando estamos focados em uma mesma atividade durante um longo período de tempo. O nome Tétris vem do jogo de computador onde o jogador busca encaixar várias peças de tamanhos diferentes dentro dos respectivos recipientes.

O autor descreve um um estudo conduzido pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, os pesquisadores pagaram 27 pessoas para que passassem várias horas por dia jogando Tetris, durante três dias. O objetivo foi verificar o impacto dessa ação no cérebro. Ocorreu que mesmo depois do experimento ter sido realizado, os alunos continuavam a enxergar no ambiente figuras geométricas similares aquelas contidas no Jogo Tétris. Por exemplo, olhavam para um prédio e começavam a enxergar retângulos e figuras geométricas, e a pensar como e onde poderiam “encaixar” os prédios.

Ou seja, o cérebro desses alunos foi condicionado a ver imagens retangulares, e demoraram a sair desse padrão. O autor Shawn Anchor propõe que podemos realizar a mesma estratégia focando na visão positiva. O desenvolvimento de uma visão positiva depende da nossa disponibilidade em treinar nosso cérebro a enxergar o positivo, mesmo nas adversidades. Assim, podemos realizar o Efeito Tétris positivo.

Treinar nossa mente para focar na percepção positiva dos eventos é uma missão da Psicologia Positiva. A nossa percepção dos acontecimentos pode ser transformada. Podemos nos treinar a ter uma visão otimista da realidade e assim gerar soluções criativas para os problemas.

Os estudos da Psicologia Positiva demonstram que uma mente treinada em focar nos aspectos positivos possui maiores estímulos para buscar alternativas e inovações para a solução dos problemas.

Para Anchor, a felicidade não vem com o sucesso, mas é o sucesso que gira em torno da felicidade. Ou seja, a medida que melhoramos nosso bem estar e buscamos melhorar nossos sentimentos de felicidade, desenvolvemos saúde e disposição para a criação de novos caminhos e novas alternativas de vida tanto pessoal quanto profissional.

Os estudos científicos (Lyubomirsky, S., Sheldon, K. M., & Schkade, D. ,2005) da Psicologia Positiva recomendam ações práticas para desenvolvermos e ampliarmos nosso bem estar, como por exemplo: Escrever 3 coisas que você é grato todos os dias; Fazer um diário sobre uma experiência positiva todos os dias; praticar exercícios físicos aeróbicos; meditar e praticar atos de bondade. Os estudos também sugerem que aumentar a felicidade através dessas atividades podem conduzir a múltiplos efeitos favoráveis à saúde, trabalho e relacionamentos (, Fredrickson, Cohn, Coffey, Pek, & Finkel, 2008).

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5 Passos para a realização de um Sonho!

 

 

Técnicas de Coaching – Como Lidar com Pensamentos Obsessivos

Técnica do livro : O Cérebro que se Transforma
Como Lidar com Pensamentos Obsessivos
Autor Norman Doidge
http://normandoidge.com/

Esse livro maravilhoso trabalha em cada capítulo, como que a neurociência tem estudado a neuroplasticidade do cérebro.

Ou seja, como que a neurociência cada vez mais compreende que o cérebro é um órgão plástico, que se altera durante toda a nossa vida.

A partir de 1998, as novas tecnologias, como a tomografia computadorizada, e outras técnicas de neuro imagem, permitiram aos neurocientistas descobrirem que não só a criança e o adolescente criam novas conexões cerebrais.

Mas também o adulto e o idoso podem criar novas conexões neurológicas.

Novos neurônios são criados até quando nós morrermos.
Então o nosso cérebro é um órgão vivo que pode ser treinado para se transformar cada vez mais.

E nesse livro, o autor Doidge, oferece uma série de dicas interessantes para você que é coach, você que é psicólogo, psiquiatra e profissional da saúde.

Vale a pena estar lendo, e estudando esse livro.

Uma técnica que ele coloca é a técnica de você trabalhar com o pensamento obsessivo compulsivo.

É claro que o coach muitas vezes não vai trabalhar com as psicopatologias como uma neurose obsessiva compulsiva, mas nós como seres humanos independentemente de termos uma neurose obsessiva compulsiva, o famoso TOC, nós temos também pensamentos que muitas vezes nos atrapalham.

E no processo de coaching, e na nossa vida como um todo, é fundamental você lidar com os pensamentos negativos, ou destrutivos de uma forma mais construtiva, e mais produtiva.

A ideia que ele coloca é muito simples, ou seja, os experimentos mostram que o cérebro pode se transformar desde que você invista em treinamentos de maior duração.

Então o que ele propõe é que uma vez você tendo um pensamento automático obsessivo muitas vezes que te atrapalha como o voltar para casa várias vezes para verificar se desligou o gás do fogão, ou se trancou bem as portas, ou se você trancou determinada região bem trancada.

Muitas pessoas sofrem desse mal. Ele relata um caso de uma artista que tinha ficado cega, e também mantinha o pensamento recorrente compulsivo de realmente voltar em casa e checar várias vezes se tinha trancado as janelas e as portas.

E aí ela já tinha feito vários tratamentos, e é claro os tratamentos psicoterápicos e medicamentosos também ajudam muito, mas ela pediu ao autor um auxílio, e ele deu a seguinte dica: para você que tem esses pensamentos repetitivos , que muitas vezes te incomodam, ou você tem alguma pessoa na família ou cliente que tem esse tipo pensamento compulsivo.

Você vai treina-lo a imaginar uma situação prazerosa que ele já viveu.

Por exemplo uma viagem, ou uma situação de experiência de muita alegria.

Peça para a pessoa se concentrar nessas imagens mais positivas, em imagens mais saudáveis. Ele não vai tentar sair ou tirar o pensamento compulsivo fora do seu foco.

Ele simplesmente vai acrescentar essa nova experiência, essa nova perspectiva mais de experiência agradável e positiva durante uns 30 minutos ele vai se esforçar para ficar focado nessa experiência.

Os resultados mostram que realmente se você treina alguém nessa técnica durante vários dias, durante várias semanas, o cérebro vai construindo novas conexões neurológicas, novas ligações e a ideia é que ao longo do tempo, essa nova configuração vai tomando conta do seu cérebro e diminuindo os pensamentos compulsivos, as ações e comportamentos compulsivos e obsessivos também.

Então é uma dica bem interessante porque a ideia é que quando dois neurônios se conectam numa mesma direção eles ligam entre si. Isso faz com que essa nova ação fique cada vez mais fortalecida.

E o contrário também, quando eles não se conectam quando são disparados, eles se separam.

Então a ideia é que você vai separar o pensamento obsessivo compulsivo daquela nova ideia gerada de prazer, daquela associação que você fez com uma viagem, ou filme e com um abraço amoroso, um carinho, ou até uma experiência de uma alimentação gostosa que você fez com alguém da sua família, um amigo, ou namorado, esposa ou filhos.

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Autor: Paulo Antônio Almeida
coachpauloantonioalmeida@gmail.com
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