MBA Coaching e Inovação Pucminas

https://www.pucminas.br/Pos-Graduacao/IEC/Cursos/Paginas/MBA_em_Coaching_e_Inovacao_Praca%20da%20Liberdade.aspx?moda=5&polo=7&area=62&curso=716&situ=1

O #MBA em #Coaching e #Inovação #pucminas é constituído de disciplinas que enfatizam as ferramentas de #coaching utilizadas no mundo todo, e também novas ferramentas de #desenvolvimentopessoal e profissional com #foco na inovação.

Você irá receber uma formação para transformar a sua vida e aumentar a sua capacidade de ajudar outras pessoas, e ainda aprender a utilizar as #ferramentas de inovação para aumentar a sua presença nas redes sociais.

Nossas disciplinas envolvem tanto conteúdos de desenvolvimento pessoal ( Como por exemplo: #Programação Neurolinguistica, Fundamentos de comportamento humano, #motivação e #bemestar/felicidade) quanto profissional (como por exemplo: #Liderança, #gestão de #negociação, dentre outras).

https://www.pucminas.br/Pos-Graduacao/IEC/Cursos/Paginas/MBA_em_Coaching_e_Inovacao_Praca%20da%20Liberdade.aspx?moda=5&polo=7&area=62&curso=716&situ=1

Você poderá assistir a algumas aulas no meu canal do #youtube bem como depoimentos dos alunos!

Abraços,
Paulo
31 999610253

P.S Assine meu canal!
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#3 Passos para aumentar a auto aceitação ao falar em público e em outras áreas!

#3 Passos para aumentar a auto aceitação ao falar em público e em outras áreas!

 

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Os pesquisadores Richard M. Ryan e Edward L. Deci da Universidade de Rochester, desenvolveram a Teoria da Autodeterminação (SDT – Self-Determination Theory).

 https://selfdeterminationtheory.org/SDT/documents/2000_RyanDeci_SDT.pdf

Esses pesquisadores estudam como aumentar a nossa motivação interna, e descobriram que três fatores são fundamentais nesse processo: 1. Autonomia; 2. Competência; 3. Relacionamentos

Nesse texto de hoje, vou focar no desenvolvimento do fator Autonomia.

Eles afirmam: “em contextos sociais que geram conflitos com essas necessidades básicas, são estabelecidas as condições para a alienação e psicopatologia (Ryan et al., 1995), como quando uma criança é exigida pelos pais para que desistam da autonomia para se sentirem amados.

http://selfdeterminationtheory.org/SDT/documents/2005_MarklandRyanTobinRollnick_MotivationalInterviewing.pdf

Considerando a minha experiência de mais de dez anos, em treinamentos de Comunicação e Oratória, como também em treinamento de processos de Coaching, os alunos frequentemente declararam o seu sentimento de impotência diante do falar em público. Mas essa impotência se manifesta por uma profunda rejeição em relação a sua própria maneira de se expressar.

www.pauloantonioalmeida.com.br

Claro que necessitamos focar nos pontos de mellhoria, ou seja, sempre nos aperfeiçoarmos. Entretanto, o excesso de crítica (sabotadores) consigo mesmo traz um “travamento” emocional que dificulta o processo de comunicação e oratória.

https://www.companhiadasletras.com.br/testeinteligenciapositiva/

Esse excesso de crítica, muitas vezes, pode ter se originado na infância com a forte exigência por parte dos pais de que  a criança se comunique e tenha valores dos pais, e os filhos não são incentivados a desenvolverem seus próprios valores. Ou seja, muitas vezes os filhos não são incentivados a desenvolverem a sua autonomia, que é um fator preponderante na auto aceitação e na motivação. Veja o livro Liberdade para Aprender de Carl Rogers no link abaixo:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4665.pdf

Poderíamos  enumerar muitas técnicas e métodos para aumentar a auto aceitação, mas vou me concentrar aqui em 3 Passos que são os seguintes:

#1. Aceitar as nossas imperfeições como sendo parte da nossa humanidade é um passo importante nessa caminhada de auto aceitação. Os alunos de oratória ficam muito incomodados com detalhes como os “né”; ou “ahm”, e se esquecem de olhar para o conteúdo total da mensagem. Esses vícios de linguagem existem, e claro que é importante controlá-los, mas se ocorreram, coloque o foco da sua atenção no conteúdo que você quer transmitir, e não nos pequenos erros da sua fala.

#2. Aceitar que haverá pessoas que não irão gostar da sua fala. Nós não somos amados por todo o mundo, e nem amamos a todos indistintamente. É importante planejar a sua mensagem para ser compreendida, mas não perca a sua identidade em troca da necessidade de ser amado, ou agradar a todas as pessoas.

 

#3. Identificar os pensamentos críticos que estão em excesso poluindo a sua mente, e dizendo para você que o seu jeito de falar, as suas ideias não são boas o suficiente. Depois de identificar esses pensamentos excessivos distorcidos, busque fatos e evidências, no planejamento da sua fala, que demonstrem o valor da sua mensagem, e que vale a pena ser transmitida.

Para finalizar, ressalto a importância de você colocar o seu foco em atividades que você considera que sejam uma novidade, um desafio, ou que tenham um valor estético de acordo com a sua bússola interna.

 

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Deus abençoe a sua jornada!

Autor: Paulo Antônio Almeida  

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coachpauloantonioalmeida@gmail.com

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Passo a Passo para Alcançar Metas e Objetivos 

Vejam o vídeo que gravei no nosso encontro

de final de ano:  Passo a passo para alcançar metas e seus objetivos

Link abaixo:

https://www.instagram.com/tv/BsVnnQ1htMn/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=1idtd2ypicedh

Abraços
Paulo.
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Como usar a RESPIRAÇÃO!

Queridos,

segue mais um trecho do meu livro

Comunicação e Oratória – Autor: Paulo Antonio Almeida

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RESPIRAÇÃO

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação.

A respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

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O Lian Gong em 18 Terapias é uma prática
corporal elaborada na década de 70 pelo médico ortopedista da
Medicina Tradicional Chinesa, Dr. Zhuang Yuan Ming, que vive em
Shangai. A técnica, composta de 18 exercícios para prevenir e
tratar de dores no corpo, obteve bons resultados e foi escolhida
pelo governo chinês para ser divulgada para a população.

O Dr. Zhuang, seu criador, recebeu o prêmio de Pesquisa Cientifica de
Resultado Relevante,. Posteriormente, ampliou a técnica e adicionou
mais duas partes com 18 exercícios: uma para prevenir e tratar de
dores nas articulações, tenossinovites e disfunções dos órgãos
internos e, a outra, para prevenção e tratamento de doenças das
vias respiratórias.

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A respiração é fundamental no sucesso de uma apresentação em
público. Respirar deveria ser uma prática natural e saudável.
Infelizmente os vícios de nossa educação, e as tensões a que
estamos submetidos tanto na vida profissional quanto pessoal e
familiar, geram enrijecimentos. Couraças de caráter nos adoecem e
nos limitam a ter uma vida plena de saúde física, mental, emocional
e espiritual.

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O principal músculo da respiração é o diafragma. “É um
músculo estriado esquelético em forma de cúpula e principal
responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos
músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de
fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal!”

Para facilitar o contato e a auto percepção do diafragma,
recomendo aos alunos que coloquem as mãos na altura
do estômago. Em seguida peço que simulem uma tosse.
Automaticamente o diafragma se manifesta, como se empurrasse
as mãos dos participantes.

 

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A orientação para os alunos é a seguinte:
-Eu gostaria que vocês colocassem a mão na altura do estômago.
Agora, você simula que está tossindo. Isso! A mão de vocês foi
empurrada! Não é isto?
-É o diafragma! Este músculo importantíssimo da respiração.
-E por que é que eu estou falando no diafragma?

Para quem já conhece, os cantores, os atores, usam muito
exercitar o diafragma e os palestrantes também. Por quê? Porque
o diafragma é o principal músculo da respiração. Ele sustenta a
coluna de ar dentro do tórax. Faz com que as cordas vocais vibrem
numa frequência positiva para que a sua voz seja emitida. E então
se você tem o músculo diafragmático bem trabalhado, você pode
aguentar falar durante uma hora, duas, três ou passar o dia todo
falando, que a sua voz não vai se cansar.

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Ao mesmo tempo eu posso falar baixo e projetar
a minha voz. A projeção da voz no espaço se dá
através do apoio do diafragma.

Ou seja, a respiração nos tranquiliza. E então além de ser
um veículo, um músculo para ajudar na fala, a respiração pode
diminuir nossa ansiedade. Então durante o dia, se você sentar um
pouco e parar um pouquinho para respirar, vai trazer bem para
você. Ajuda a diminuir a pressão do trabalho.

Essa é uma experiência simples que você poderá fazer, e
assim se conscientizar do funcionamento desse músculo. Uma
vez, tendo consciência do músculo é fundamental realizar o
treinamento de uma respiração profunda, iniciando na região
abdominal e ampliando para a região torácica superior. Aumentar
a capacidade de respiração e o volume de ar dentro dos pulmões
irá trazer bem estar e maior controle da fala.

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Ampliar e controlar
a respiração é um excelente caminho para diminuir a ansiedade
e lidar melhor com a angústia diária, e conseqüentemente com o
nervosismo diante da plateia, em uma apresentação em público.
Inspirar e expirar lentamente antes de
uma apresentação, ou mesmo diante de um
conflito, são formas eficazes de se buscar um
equilíbrio emocional.

Anatomicamente falando, o diafragma funciona com um
fole: ao inspirarmos, expande os pulmões que se ampliam, e o
ar entra; ao expirarmos o diafragma comprime os pulmões para
o ar sair. O controle do diafragma consiste em evitar que haja
uma compressão rápida os pulmões. Ou seja, treinar para que
o diafragma se mantenha o maior tempo possível expandido, e
lentamente permitir a expiração de uma forma contínua, lenta
e controlada. O diafragma controla o volume de ar que passa
pelas pregas (cordas) vocais, fazendo-as vibrar, e gerar os
sons para a fala.

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A boa postura é vital nesse processo. Ainda que você
esteja sentado, deve-se manter a coluna alongada, com um bom
posicionamento nas regiões pélvica, lombar e cervical para que
haja espaço suficiente. Assim a musculatura abdominal poderá
trabalhar livremente.

O efeito tranquilizador de uma respiração profunda é muito
gratificante e salutar. Ocorre maior oxigenação do cérebro e
uma maior possibilidade de harmonia no trabalho do corpo
como um todo.

 

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Abraços,

Paulo.

P.S. Assinem meu canal!

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ATIVIDADE: MOTIVAÇÃO, SONHO E PROPÓSITO

ATIVIDADE: MOTIVAÇÃO, SONHO E PROPÓSITO

Trecho do Livro: Comunicação e Oratória

Autor: Paulo Antônio Almeida

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A Psicologia Positiva, através do autor Marin Seligman descobriu

que o senso de propósito, que significa “ pertencer ou servir a algo

que é maior que o eu “, é um fator primordial para o nosso bem

estar e felicidade.

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O psicólogo Victor Frankl, no livro “Em busca de Sentido”,

descreve sua experiência no campo de concentração nazista, e

seus estudos sobre os seres humanos sequestrados pelo nazismo,

que conseguiram sobreviver a partir de um significado maior em

suas vidas.

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Assim, descobrir o seu propósito é fundamental para aprimorar a

sua oratória e sua motivação para viver.

E esse propósito pode ser desde um objetivo de pequeno porte

até grandes realizações. Tenha coragem para criar e praticar seu

propósito de vida.

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Por exemplo: um aluno tinha um sonho de montar uma escola de

circo para formar crianças e adolescentes como artistas. E ele estava

com dificuldades em ensinar alunos adultos que apenas queriam

aprender circo para manter a saúde através de uma atividade física

lúdica.

Ao trabalhar o propósito com esse aluno, ele descobriu que

adultos possuem amigos, filhos, parentes e vizinhos crianças e

adolescentes que poderiam ser indicados para se tornarem artistas

de circo.

Ou seja, o seu propósito foi reformulado para “ fomentar

a atividade circense e difundir a cultura do circo para todas as

pessoas com foco no desenvolvimento de artistas de circo.”

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A ampliação e maior compreensão do seu propósito, aumentou

sua motivação para trabalhar na formação de adultos, jovens e

crianças em sua escola de circo.

Escreva aqui E ME ENVIE POR EMIAIL!!!!

(coachpauloantonioalmeida@gmail.com)

seu sonho, seu legado , seu propósito de vida e

aumente sua motivação!

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Feliz 2019!

Paulo.

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#motivação #propósito #bemestar

#psicologiapositiva #pauloantonioalmeida

O corpo fala! “O que você é, grita tão alto que eu não consigo escutar o som da sua voz!

Trecho do livro

Comunicação e Oratória

Autor: Paulo Antonio Almeida

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O corpo fala!

“O que você é, grita tão alto que eu não consigo escutar
o som da sua voz!”

A minha orientação é sempre no sentido
de valorizar o estilo pessoal de cada participante.

Agora, é
fundamental buscar a harmonia, o equilíbrio e uma postura
corporal coerente e consistente.

Pense em uma linha imaginária passando no meio dos pés,
subindo pelo centro das pernas, indo em direção ao abdômen
e ao tórax. É preciso pensar em um alongamento onde ossos e
músculos estejam alinhados, através do contato com o chão, em
um sentido equilibrado e em harmonia.

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Respeitar os limites do corpo e buscar uma coluna que se
alongue por trás, para cima e para frente, com suavidade são
objetivos importantes que auxiliam na oratória. E ao mesmo tempo
pensar na base da coluna, direcionada para baixo, em direção
ao chão.

O alongamento acontece quando duas forças opostas
entram em tensão contínua. Com leveza. É fundamental permitir
que a musculatura ceda, sem excesso de tensão, para haver um
alongamento eficaz e saudável.

Pensar em um corpo flexível, maleável – como um artista
que com um pincel desenha um quadro – você também poderá
desenhar com o seu corpo formas e expressões que demonstrem a
sua humanidade de uma forma equilibrada.

Como também buscar
ter uma base estruturada a partir dos pés.

Pensar em um corpo flexível, maleável – como um artista
que com um pincel desenha um quadro – você também poderá
desenhar com o seu corpo formas e expressões que demonstrem a
sua humanidade de uma forma equilibrada. Como também buscar
ter uma estruturada a partir dos pés.

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Os pés
A base – buscar uma boa distribuição do peso do corpo
é fundamental para uma harmonia integral. Manter o corpo em
um alinhamento saudável requer um contato sólido e firme com
o chão.

A gravidade é a base para um alongamento eficaz, e
consequentemente, sentir o chão “empurrando” com os pés bem
apoiados irá possibilitar uma maior segurança no deslocamento
do palestrante. Muitas vezes as pessoas se apoiam em uma das
pernas, e vão se acomodando nessa posição, fazendo uma torça
que é prejudicial para o organismo. Isso gera desequilíbrio e uma
imagem negativa. Ainda que o palestrante esteja em silêncio, ou
em uma pausa, é necessário que o seu corpo esteja sempre alerta,
canalizando a energia, buscando um alongamento constante e
relacionando-se com o público de maneira sustentada e intensa.
E usar o espaço também com parcimônia.

Não ficar
deslocando o tempo todo para um lado e para o outro. Colocar
os pés bem colocados. Deslocar novamente com tranquilidade.
O peso bem distribuído nas duas pernas. Relacionando-se com o
espaço de forma harmoniosa e equilibrada. Assim, a execução de
exercícios de alongamento trazem flexibilidade ao corpo e auxiliam
na apresentação em público.

Menos é mais!

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Podemos verificar ao assistir os clássicos do cinema
mudo, como Charles Chaplin trabalhava a plasticidade dos
seus movimentos. Com poucos gestos, expressava toda a sua
alma. Uma mudança em seu olhar, ou um leve inclinar de sua
cabeça, ainda hoje, nos emociona profundamente. O desafio
é expressar muito com pouca movimentação. Essa expressão
menos é mais, significa a busca de se expressar muito conteúdo
com poucos gestos.

EQUILÍBRIO CORPORAL

 

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Diante do público, é possível buscar um bom equilíbrio e
bom equilíbrio e bom tônus muscular para concentrar a energia e
transmitir uma coerência entre a linguagem verbal e a não verbal.
O foco deve ser o controle dos gestos, da expressão fácil e do
volume e nuances da voz. Este controle é um instrumento poderoso
de comunicação.

O escritor Guimarães Rosa também recomenda cortar os
excessos dos textos. Buscar uma linguagem mais rica com menos
palavras. Por exemplo: Sertão: estes seus vazios. Três palavras
que nos tocam profundamente. O sertão pode ser a nossa alma.
Os vazios os nossos silêncios e desejos nunca preenchidos.

O Olhar

É um desafio para todos os participantes. Durante o clássico
exercício de estar frente a frente com uma outra pessoa, apenas
olhando em seus olhos, as pessoas sentem-se profundamente
acomodadas e desconcertadas. São raros aqueles que declaram
se sentir à vontade diante do olhar do seu colega. A maioria afirma
que o olhar transmite muito mais do que as palavras conseguem
transmitir. As pessoas se sentem vulneráveis, expondo a sua alma
ao outro – é a janela da alma e do espírito.

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Os alunos sempre perguntam: o que fazer com o olhar diante
de uma platéia? A orientação é que pensem na flexibilidade de
uma forma geral, ou seja, deixar o olhar percorrer o ambiente
de uma forma tranquila e serena. Você poderá olhar para uma,
ou mais pessoas, mas evite fixar o olhar em uma única pessoa.
Nesse momento, a respiração é um forte auxílio para controlar o
nervosismo.

De uma forma geral, quando se está em um ambiente pequeno,
de até 50 pessoas – recomenda-se olhar nos olhos de cada pessoa,
de uma maneira geral, a medida que a palestra se desenvolve,
de uma forma espontânea e tranquila. Quando subimos para 100,
150 pessoas podemos olhar para algumas pessoas. Direcionar o
olhar para o grupo, como um todo, sempre que possível, é mais
recomendado. E acima de 150 pessoas, volta-se na máxima de se
pensar no todo, e olhar para o auditório de uma forma ampla, na
linha do horizonte.

Lembre-se que a rigidez é a inimiga da comunicação. Essas
dicas são orientações que devem ser adaptadas acada pessoa e
para cada situação distintamente.

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Um outro fator muito importante é que mesmo com um
planejamento perfeito realizado antecipadamente, – o aqui e
agora – é sempre uma novidade. As pessoas devem se preparar
para alterações repentinas que dão frescor e espontaneidade a
apresentação. Ainda que você saiba exatamente qual é o seu público
alvo, é preciso estar pronto para surpreender e ser surpreendido.

 

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RESPIRAÇÃO

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação. A
respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

A prática da respiração, coordenando inspiração e expiração
em harmonia com os movimentos das mãos, se constitui em um
eficiente treino de coordenação motora e de apresentação. A
respiração é fundamental para controlar a ansiedade e buscar uma
movimentação suave, sem excessos.

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Os exercícios de Tai Chi Chuan auxiliam no controle tanto
da respiração quanto da coordenação das mãos e os demais
movimentos. E é uma prática que traz benefícios globais para a
saúde. Outra técnica recomendada: As 18 terapias LIAN GONG são
extremamente úteis para fortalecimento da energia vital, bem como
para aperfeiçoamento do controle emocional.

O Lian Gong em 18 Terapias é uma prática

corporal elaborada na década de 70 pelo médico ortopedista da
Medicina Tradicional Chinesa, Dr. Zhuang Yuan Ming, que vive em
Shangai. A técnica, composta de 18 exercícios para prevenir e
tratar de dores no corpo, obteve bons resultados e foi escolhida
pelo governo chinês para ser divulgada para a população. O Dr.
Zhuang, seu criador, recebeu o prêmio de Pesquisa Cientifica de
Resultado Relevante,. Posteriormente, ampliou a técnica e adicionou
mais duas partes com 18 exercícios: uma para prevenir e tratar de
dores nas articulações, tenossinovites e disfunções dos órgãos
internos e, a outra, para prevenção e tratamento de doenças das
vias respiratórias.

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A respiração é fundamental no sucesso de uma apresentação em
público. Respirar deveria ser uma prática natural e saudável.
Infelizmente os vícios de nossa educação, e as tensões a que
estamos submetidos tanto na vida profissional quanto pessoal e
familiar, geram enrijecimentos. Couraças de caráter nos adoecem e
nos limitam a ter uma vida plena de saúde física, mental, emocional
e espiritual.

RESPIRAÇÃO

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O principal músculo da respiração é o diafragma. “É um
músculo estriado esquelético em forma de cúpula e principal
responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos
músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de
fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal!”
Para facilitar o contato e a auto percepção do diafragma,
recomendo aos alunos que coloquem as mãos na altura
do estômago. Em seguida peço que simulem uma tosse.
Automaticamente o diafragma se manifesta, como se empurrasse
as mãos dos participantes.

A orientação para os alunos é a seguinte:
-Eu gostaria que vocês colocassem a mão na altura do estômago.
Agora, você simula que está tossindo. Isso! A mão de vocês foi
empurrada! Não é isto?

-É o diafragma! Este músculo importantíssimo da respiração.
-E por que é que eu estou falando no diafragma?

Para quem já conhece, os cantores, os atores, usam muito
exercitar o diafragma e os palestrantes também. Por quê? Porque
o diafragma é o principal músculo da respiração. Ele sustenta a
coluna de ar dentro do tórax.

Faz com que as cordas vocais vibrem
numa frequência positiva para que a sua voz seja emitida. E então
se você tem o músculo diafragmático bem trabalhado, você pode
aguentar falar durante uma hora, duas, três ou passar o dia todo
falando, que a sua voz não vai se cansar.

Ao mesmo tempo eu posso falar baixo e projetar
a minha voz. A projeção da voz no espaço se dá
através do apoio do diafragma.

RESPIRAÇÃO

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Ou seja, a respiração nos tranquiliza. E então além de ser
um veículo, um músculo para ajudar na fala, a respiração pode
diminuir nossa ansiedade. Então durante o dia, se você sentar um
pouco e parar um pouquinho para respirar, vai trazer bem para
você. Ajuda a diminuir a pressão do trabalho.

Essa é uma experiência simples que você poderá fazer, e
assim se conscientizar do funcionamento desse músculo. Uma
vez, tendo consciência do músculo é fundamental realizar o
treinamento de uma respiração profunda, iniciando na região
abdominal e ampliando para a região torácica superior.

Aumentar
a capacidade de respiração e o volume de ar dentro dos pulmões
irá trazer bem estar e maior controle da fala. Ampliar e controlar
a respiração é um excelente caminho para diminuir a ansiedade
e lidar melhor com a angústia diária, e conseqüentemente com o
nervosismo diante da plateia, em uma apresentação em público.
Inspirar e expirar lentamente antes de
uma apresentação, ou mesmo diante de um
conflito, são formas eficazes de se buscar um
equilíbrio emocional.

Anatomicamente falando, o diafragma funciona com um
fole: ao inspirarmos, expande os pulmões que se ampliam, e o
ar entra; ao expirarmos o diafragma comprime os pulmões para
o ar sair. O controle do diafragma consiste em evitar que haja
uma compressão rápida os pulmões.

Ou seja, treinar para que
o diafragma se mantenha o maior tempo possível expandido, e
lentamente permitir a expiração de uma forma contínua, lenta
e controlada. O diafragma controla o volume de ar que passa
pelas pregas (cordas) vocais, fazendo-as vibrar, e gerar os
sons para a fala.

O próximo passo, após a respiração, para se controlar a emissão
vocal, consiste em se treinar a ressonância das vocalizações,
ou seja, com a boca fechada deve-se fazer um som, como “um
mugido de boi”, vibrando as pregas (cordas) vocais. E criando
uma ressonância nos ossos da face e do tórax, similar a uma caixa
de som amplificada.

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São exercícios muito eficazes para se conseguir um aumento no
volume e consequente projeção da voz no espaço. A boa vibração
sonora faz com que o corpo funcione como uma potente caixa
acústica, ampliando a voz e projetando-a no ambiente de uma
forma agradável e harmônica.

Após o treino do “mugido do boi” deve-se vocalizar a vogais: a,
e , i , o, u. Esse treino das vogais irá criar uma base sonora para
as frases e discursos. Ou seja, com as vogais bem colocadas no
aparelho fonador, haverá maior probabilidade do texto ser articulado
e bem colocado para os ouvintes.

A articulação e dicção das palavras é outro treinamento que
necessita ser realizado continuamente, pois estamos falando de
músculos – face, boca, língua, diafragma – sendo necessário
manter um condicionamento físico apropriado.

As brincadeiras de trava-língua são boas ferramentas para o
aprimoramento da dicção. A leitura em voz alta de textos diversos,
inclusive em outros idiomas, é outro instrumento que agiliza e
aumenta sobremaneira a capacidade de articulação das palavras
e frases. Ressalte-se que estamos falando de casos onde não há
incidência de patologias graves no sistema fonoaudiológico.

A VOZ

Um exemplo de trava-lingua:
O bispo de Constantinopla é bom
Constantinopolizador. Quem
o desconstantinopolizar, bom
constantinopolizador será

 

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São exercícios divertidos e precisam ser feitos com alegria e
descontração para que os resultados sejam satisfatórios. A
repetição é a alma do aprendizado. E nesse caso, repetir a leitura
tanto de textos quanto de exercícios de dicção é fator de sucesso.
A orientação nesse treinamento é tentar se concentrar apenas nas
sílabas e não na palavra ou no texto todo. Assim, os acertos são
maiores e a ansiedade é controlada.

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Abraços,

Paulo.

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O que é Coaching? Parte 1

O  que é Coaching? Parte 1 (*)

PERFIL E FORMAÇÃO DE COACH EM BELO HORIZONTE

Projeto apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso III, do Curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Núcleo Universitário em Contagem. (2015)

Orientador: Luiz Carlos do Nascimento

Co-orientador: Paulo Antônio Alves de Almeida

Autor:  Thiago Gonçalves Guimarães

(*) monografia PUCMINAS

Segundo KRAUSZ (2007), “o coaching é tão antigo quanto à própria humanidade, Sócrates, através de diálogos com seus discípulos, descrito com excelência por Platão, é baseado em que a verdade está dentro de nós”. Porém, segundo o Lange (2014) o coach se originou entre os séculos XV e XVI, na cidade húngara de Kocs, onde foi desenvolvida uma carruagem coberta conhecida como Koczi. Utilizada para o transporte de pessoas a fim de protegê-las do tempo. Obtendo assim uma relação com o conceito atual do coaching, fazendo uma analogia, a carruagem que transporta uma pessoa de um lugar a outro (coach), e a pessoa que é transportada (coachee). Esta palavra foi se adaptando a diversos idiomas ao decorrer dos anos. Segundo Chiavenato (2002), na década de 70, que o coaching passou a ser a ser associado exclusivamente aos esportes, onde cada equipe tinha uma pessoa que guiava um atleta ou equipe, tendo como principal característica, preparar os atletas para novos padrões de comportamentos, superações e disposição emocional. A fim de obter uma equipe cada vez melhor e assim alcançar os objetivos.

Segundo Grant e Cavanagh (2004), o desenvolvimento do coach dentro das organizações poderia ser dividido em três fazes distintas. A primeira, atividade interna sendo compreendida no período de 1930 a 1960, obtendo como característica atividades exercidas pelo supervisor, como forma de treinamento. A segunda fase é o rigor acadêmico compreendido no período de 1960 a 1990, quando documentos começam a ser publicados, através de pesquisas e discursões atendendo maior rigor acadêmico. A terceira fase é a partir de 1990, com o crescimento de teses, artigos acadêmicos e dissertações sobre o tema coach externo nas organizações.

A maioria dos artigos destaca a importância do coaching e o seu crescimento nos últimos anos, além de ressaltar os benefícios que ele proporciona. O coaching é um método pouco conhecido pela grande maioria das pessoas e empresas, porém bem aceito quando explicado a sua finalidade e seus benefícios, Segundo Downey (2010, p.17), o coaching é a arte de facilitar o desempenho, aprendizado e desenvolvimento de outra pessoa. Em alguns casos o coaching é confundido com o Mentoring, treinamento, consultoria entre outros, limitando assim suas reais definições. Downey (2010, p.6), destaca que o coaching tem significados diferentes para pessoas diferentes, dependerá de quem são elas, daquilo que esteja fazendo e das experiências com o coaching, diferentemente dos métodos citados anteriormente, como por exemplo, no treinamento se tem um processo padrão para apresentar a qualquer tipo de pessoa. No Mentoring, geralmente é uma pessoa especializada na área que fornece conselhos informais quando necessário. E a consultoria é algo que envolve o aconselhamento sobre mudanças organizacionais. Pode se observar que nestes métodos não se encontra uma finalidade em estimular o desenvolvimento das pessoas no âmbito pessoal e profissional, ao contrario do coaching.

Com o desenvolvimento do conceito o coaching vem se tornando cada vez mais especializado, Lages e O’Connor (2010ª, p.12) afirmam que há diferentes tipos de coaching, mas as habilidades envolvidas são as mesmas, apenas aplicadas em diferentes áreas. Destaca-se alguns tipos, o coaching de vida é um método voltado para a vida pessoal do coachee, temos o coaching executivo que está voltado a atender os executivos, especializados que tenha autoridade e poder dentro de uma organização. Já o coaching de empresas esta voltado para os funcionários de uma empresa, para desenvolver as equipes, ou seja, voltado nas questões profissionais no trabalho, encontramos também o coaching de carreira, neste estilo o papel do coach é de ajudar as pessoas a encontrar um emprego, mudar sua carreira, ou seja, é um planejamento da carreira pessoal. E por último encontramos o coaching esportivo, este por sua vez foi o precursor dos outros modelos. Responsável por desenvolver atletas e times em diversas modalidades esportivas, sendo muito similar às atividades empresariais. Kraus (2007), afirma que o coaching auxilia e ajusta competências e orienta quais devem ser cultivadas, aperfeiçoadas, ou estimuladas, fazendo com que o profissional que tenha recebido coaching tenha a capacidade de potencializar suas competências, maximizando assim seus resultados. Ferreira (2008), afirma que o coaching ainda apresenta informações imprecisas, concluindo assim que ainda se tem pouca atenção no que se diz respeito às pesquisas cientificas, notando-se a necessidade de divulgação do método e de inciativas que buscam aprofundamento sobre o tema.

O coaching não se importa exclusivamente com as organizações, pode-se ressaltar que este método pode ser requisitado, por qualquer pessoa que tenha a necessidade de desenvolver alguma competência ou comportamento. No âmbito corporativo, o objetivo do coaching é de alcançar resultados através do desenvolvimento de competências e habilidades dos indivíduos. Já no âmbito pessoal, o coaching tem um processo voltado para melhorar comportamentos, relacionamentos, redução de vicio entre outros. Este é um tema com varias abordagens, porém em todas elas as competências necessárias geralmente são as mesmas, para os autores brasileiros, a abordagem mais utilizada baseia-se no conceito CHA (Conhecimento, Habilidade, Atitude). Para que ocorra o desenvolvimento das competências dos indivíduos nas organizações, pode-se utilizar treinamentos, cursos, palestras ou o processo de coaching, que é o processo estudado neste projeto.

A busca para alcançar a excelência e algo constante no meio organizacional, com a busca de novos talentos e desenvolver os profissionais existentes. Com a aplicação do coaching estes indicadores estão mais próximos de serem alcançados. Pois este método oferece aos indivíduos a oportunidade de desenvolver competências e habilidades, sendo assim conseguindo potencializar as competências de cada pessoa. Vale ressaltar que todo o processo ocorre simultaneamente ao trabalho, facilitando ainda mais a percepção dos ganhos com o método para a organização.

Segundo Robert Witherspoon (apud Goldsmith, Lyon e Freas, 2003), o coaching executivo possui características que devido a sua individualidade são segmentadas, sendo o coaching para aptidões, tendo como objetivo principal, o aprimoramento de conhecimentos, qualificações, capacidades e perspectivas que permitem um executivo realizar uma ação eficaz. Outra variação é o coaching para performance, que tem o intuito de amenizar ou extinguir os problemas relacionados a performance do executivo. Destaca-se também o coaching para desenvolvimento, se refere a competências e habilidades exigidas da função exercida pelo executivo, como solução espera-se, que o individuo faça uma autoanálise e perceba alternativas e pontos necessários a serem desenvolvidos. E por fim o coaching para a agenda de um executivo, este segmento é utilizado de forma geral para se referir as preocupações pessoais da organização, neste item são levantadas questões importantes que muitas das vezes são esquecidas pelos executivos, assim como a orientação de um executivo quando ele esta assumindo uma nova área, ou esteja sem saber oque fazer em um determinado momento. De forma geral pode-se constatar que esse desenvolvimento proporcionado pelo coaching de forma paralela as atividades exercidas na organização, permite um olhar mais objetivo da situação como um todo, e permite o cumprimento das metas com maior eficiência e qualidade.

O coaching oferece oportunidades para o desenvolvimento das pessoas e consequentemente da educação. Segundo KRAUSZ, (2007, p.28) “Coaching é um tipo especial de colaboração que expande a consciência e permite a obtenção de resultados com menos esforço e em menos tempo”. Com base nestes conceitos o autor destaca a potencialização do desempenho atrelada ao “ajudar a aprender” em vez de seguir o caminho tradicional de ensinar, ou seja, o professor deixa o papel de detentor do conhecimento e se posiciona como parceiro no processo de ensino e aprendizagem. Considerando a sabedoria individual e estimulando a ampliação da consciência dos alunos, o que poderá desenvolver motivação, para que o próprio busque as informações e recursos para o seu autoconhecimento, além de estimular a pesquisa e o comportamento autodidata. Diante dos argumentos apresentados o coaching pode ser utilizado na educação tendo como principal objetivo a facilitação do aprendizado e o desenvolvimento das pessoas. Segundo BATISTA (2011, p.333), “o processo de coaching focado na aprendizagem possui um conjunto de ferramentas que foram criadas para aumentar o desempenho das pessoas, transformar limites em recursos, reformular e ampliar crenças limitantes, estabelecer ações estratégicas com passos práticos”. Ao considerar a educação sob a luz da complexidade, o coaching pode preparar os alunos para se adequar as incertezas, os desafios e a maneira de pensar.

O coaching pode ser uma maneira inovadora no contexto acadêmico, podendo até ir em direção oposta ao movimento capitalista geralmente focado apenas nos resultados, este método busca o equilíbrio entre os resultados e o desenvolvimento humano e o seu bem estar. Segundo REES (2009), citado por MATTEU (2013) nossa mente consciente pode processar até 4.000 bits de informação por segundo, algo fantástico, porém quando inconsciente a capacidade pode chegar até 400.000.000 bits por segundo, ou seja, quando conseguimos compreender e estimular o inconsciente poderá aumentar exponencialmente os resultados dos alunos. A partir destes dados o autor recomenda a implementação da cultura coaching nas universidades, adotando algumas posturas como, por exemplo, a formação de docentes coaches, oferecendo aos professores uma forma para que eles desenvolvam os seus alunos, e fazendo com que o aluno se sinta cada vez mais responsável pelos seus próprios resultados, outra maneira citada pelo autor é a disseminação dos conceitos coaching entre os docentes e discentes, neste ponto se destaca a necessidade de palestras, workshop, feiras, entre outros, capaz de mostrar tanto aos professores quanto alunos, o conceito e ganhos que o processo de coaching pode trazer para a vida pessoal e profissional, pois, este conceito é pouco conhecido pelos universitários. Outro método é a utilização de perguntas poderosas, também é uma maneira de estimular o aluno a aprender, pois com isso ele irá assimilar com mais facilidade os conceitos aplicando todo o aprendizado a sua realidade, outro ponto é a suspensão de julgamentos dos docentes aos alunos, pois, será muito mais produtivo se em vez de julgar um aluno ou turma, o professor acreditar no potencial de cada um, isso faz parte do processo de coaching, além disso, promover a reflexão e despertar a consciência frente os resultados de vida por meio das técnicas de coaching, é mostrar para o aluno a real importância da disciplina na sua realidade.

O desenvolvimento da inteligência emocional é algo que as universidades fazem pouco, com a formação coaching dos docentes será possível unir o desenvolvimento emocional e cientifico, potencializando assim o aprendizado. A orientação para o foco e resultado, é outro ponto importante para que cada envolvido no processo saiba com clareza quais são os objetivos a serem alcançados, com definições das tarefas, pois uma reflexão sem ação não ira gerar o resultado desejado, e assim chegar ao autoconhecimento algo com um nível de dificuldade altíssima, e sendo apto a entender as necessidades dos outros. Com todos estes métodos fica evidenciado algumas variáveis que podem fomentar a implementação do coaching na educação, obtendo assim cada vez mais docentes especializados em desenvolver pessoas e discentes com níveis elevados de aprendizado e absorção dos conceitos.

Segundo a Sociedade Latino Americana de Coaching (2014), 68% das organizações dizem submeter seus executivos ao método de coaching, tendo como principais motivos o aumento da produtividade, desenvolvimento da inteligência organizacional, assertividade do time, foco na solução de conflitos, redução do nível de estresse, baixo absenteísmo e ganhos de performance, segundo Sundfeld (2010, p.1) um dos grandes benefícios do coaching e auxiliar o executivo a identificar melhores formas de administrar as pessoas que lhe são subordinadas, detalhando objetivos, metas, planos e ações estratégicas com definições de prazo e recursos. Com todos estes benefícios existem poucas pesquisas que quantifica os reais ganhos com o coaching, a Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico – FEBRACIS (2014) divulgou em seu site alguns resultados com relação ao retorno sobre investimentos em coaching, destacando que os executivos que fizeram coaching melhoram 90% sua produtividade, 80% se mostram mais abertos para mudanças organizacionais e 70% conseguem melhorar o ambiente e relacionamento no trabalho, além disso, Dismore e Soares (2011 apud. LIMA, 2013, p.15) afirmam que o coaching produziu um retorno sobre investimento de 529% além de benefícios intangíveis significativos.

alavra chave: Coach. Coaching. Liderança. Mentoring. Tutoria. Desenvolvimento.

Ebook Comunicação e Oratória – Autor: Paulo Antônio Almeida

 

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Coaching e Empoderamento Feminino

Coaching e Empoderamento Feminino
Autoras: Barbara Lopes e Naneia Borges

 

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flopes.barbara@gmail.com; naneiagborges@gmail.com

Alunas do Curso Coaching e Inovação PucMinas
Coordenação: Prof. Paulo Antonio Almeida

coachpauloantonioalmeida@gmail.com

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

Resumo
Os novos papéis femininos trazem sentimentos ambíguos e conflituosos para a mulher contemporânea. A inserção no mercado de trabalho e os anseios profissionais muitas vezes competem com papéis mais tradicionais de ser esposa e mãe, levando a mulher à um conflito interno que desencadeia uma sobrecarga psicológica. Assim, o presente artigo busca realizar uma breve revisão de literatura sobre o papel da mulher contemporânea, buscando compreender como o coaching contribui no empoderamento feminino frente às conquistas e os desafios de ser mulher do século XXI.

Palavras-chave: Mulher Contemporânea; Coaching; Empoderamento Feminino

Abstract
The new female roles bring ambiguous and conflicting feelings to contemporary women. Labor market insertion and professional longings often compete with more traditional roles of being a wife and mother, leading the woman to an internal conflict that triggers a psychological overload. Thus, the present article seeks to carry out a brief review of the literature on the role of contemporary women, seeking to understand how coaching contributes to women ‘s empowerment in the face of the achievements and challenges of being a woman of the 21st century.

Keywords: Contemporary Woman; Coaching; Women’s empowerment

 

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INTRODUÇÃO

O papel da mulher na sociedade está em transformação. A maior escolarização e profissionalização a partir do século XX trouxeram consigo mudanças nos valores patriarcais vigentes. Observa-se um descontentamento com o passado e um profundo questionamento a respeito da submissão e aos limites impostos ao espaço de pertencimento feminino (BIASOLI-ALVES, 2000).

No Brasil, este processo é recente. O direito ao voto feminino foi conquistado em 1932 e, somente com a Constituição de 1988, há o reconhecimento da plena cidadania da mulher. Avanços já foram obtidos, mas o caminho ainda é longo para as mulheres, principalmente, no que diz respeito a mudança da cultura de gênero disseminada na mídia, nas relações interpessoais e institucionais (ARAÚJO, 2011).

1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

A mulher contemporânea saiu do ambiente privado da casa e tem buscado maior inserção no mercado de trabalho em busca de novas possibilidades e novos modelos de vida (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014). Ela está em procura da independência financeira, do sucesso e da realização profissional. Além disso, a mulher passou a assumir uma posição mais assertiva em suas escolhas pessoais, seja em relação ao casamento, ao divórcio ou à maternidade (FIORIN; PATIAS; DIAS, 2011). Neste contexto, empoderamento feminino tornou-se um termo de destaque e comumente empregado ao se falar na mulher do século XXI (SARDENBERG, 2006).
Diante destas novas possibilidades conquistadas surgem sentimentos ambíguos e conflituosos para mulher. Além da dificuldade em conciliar os vários papéis que assume, muitas vezes a busca pela realização e reconhecimento profissional parece entrar em divergência com os desejos pessoais e familiares. São tantas as atividades rotineiras que as mulheres estão deixando de lado períodos livres para o autocuidado interno e emocional (LOPES; DELLAZZANA-ZANON; BOECKEL, 2014).
Essa situação tem levado muitas delas a procurarem ajuda profissional. Um dos processos atualmente bastante utilizado tem sido o coaching (VICTORAZZI, 2016). O coaching é uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades das pessoas. O seu objetivo é produzir mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo, possibilitando a conquista de resultados efetivos em quaisquer áreas: pessoal, profissional, espiritual, social, familiar, financeiro e etc (FERREIRA, 2013).
O conhecimento gerado pelo presente trabalho constitui um recorte que contribui para uma maior compreensão do papel do coaching frente às transformações de identidade da mulher no século XXI. Ainda que não tenha sido objetivo do estudo esgotar o assunto, espera- se que essa pesquisa ofereça reflexões sobre um tema ainda pouco explorado, dada à emergência do tema de empoderamento feminino e ao grande crescimento em torno da prática do coaching no Brasil e no mundo nos últimos anos.

Objetivos

Objetivo Geral
O trabalho tem como objetivo analisar o papel do coaching no processo empoderamento das mulheres.

Objetivos Específicos
Analisar o conceito de empoderamento, no intuito de compreender a sua aplicação para o contexto feminino contemporâneo;
Descrever o conceito de coaching, as suas áreas de atuação e os métodos comumente utilizados no processo;
Identificar os benefícios do coaching para o processo de desenvolvimento de competências das mulheres.

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Metodologia

Esta pesquisa se caracteriza pela utilização do tipo qualitativo de natureza descritiva e exploratória, cuja função é obter um maior conhecimento, ter maior familiaridade com o problema em perspectiva. Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 188), as pesquisas exploratórias são investigações de pesquisa empírica para a formulação e questões ou problemas de tripla finalidade: “desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos”.
Os dados foram coletados a partir de uma revisão bibliográfica, no qual serão utilizados materiais de domínio científico como, livros, periódicos, ensaios críticos e artigos. Além disso, evidencia-se a busca em sites especializados como International Coaching Federation (ICF) e o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

EMPODERAMENTO FEMININO E OS DESAFIOS DA MULHER CONTEMPORÂNEA

A utilização crescente do termo empoderamento associa-se aos movimentos emancipatórios na década de 1960 vinculados ao exercício da cidadania nos Estados Unidos da América (EUA) – luta pelos direitos civis da população negra, das mulheres, dos deficientes e dos homossexuais (BAQUERO, 2012). No Brasil, a palavra empoderamento foi um neologismo criado pelo educador Paulo Freire. Originalmente, no termo inglês, empowerment significa “delegação de poder”, “emancipação” ou “fortalecimento”, porém, para Freire toma uma acepção mais profunda (ROSO; ROMANINI, 2014).

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No livro, Medo e Ousadia (1986, p.71), o autor estabelece um diálogo com Ira Shor e mostra a necessidade de superar a noção de empoderamento como processo de natureza individual, mas sim ligado às lutas da classe social oprimida. Para ele, mesmo que você se sinta individualmente mais livre, não há empoderamento se este sentimento não for social, ou seja, “se você não é capaz de usar sua liberdade recente para ajudar os outros a se libertarem através da transformação global da sociedade”.
Embora alguns autores privilegiem a intervenção no plano individual e outros no plano coletivo, ainda existem aqueles defendem uma articulação entre ambos. Estes últimos abordam o empoderamento como um processo que se dá tanto no âmbito individual quanto nos processos relacionais e coletivos (MARINHO; GONÇALVES, 2015).
Para Rowlands (1997), a análise sobre empoderamento é tridimensional. A primeira é a pessoal, no qual é desenvolvida a autoconfiança e capacidades individuais. A segunda dimensão é a coletiva e refere-se em agregar os esforços individuais com o objetivo de alcançar um maior impacto sobre um determinado objetivo. Substitui-se a competição pela cooperação. Por fim, na dimensão das relações interpessoais enfatizam-se as habilidades de negociação, comunicação, além da obtenção de apoio e defesa de direitos e dignidade.

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Dessa forma, é possível falar em empoderamento feminino como um processo multidimensional, cujo intuito é desenvolver a capacidade das mulheres para tomar decisões importantes em suas vidas, assim como transformar as suas relações sociais, além da criação de marcos legais e políticos. Entretanto, para que o termo traga os resultados desejados, é necessário – como aponta Rowlands (1997) –, que as mulheres desenvolvam primeiramente a dimensão pessoal, para então começarem a realizar mudanças coletivas, transformando a teoria em ação.
Além disso, para estudar o que é empoderamento é fundamental compreender a noção de “poder”. No entanto, o termo “poder” pode ser pensado de quatro formas distintas, como aponta Mosedale apud Sardenberg (2006):

– poder sobre: refere-se à dominação, subordinação, dominação/resistência (por exemplo, A tem poder sobre B);
– poder de dentro: refere-se à autoestima e autoconfiança;
poder para: refere-se à capacidade para fazer algo, do poder que expande os horizontes do que pode ser conquistado por uma pessoa, sem necessariamente invadir os limites das outras (por exemplo, aprender a ler);
poder com: refere-se ao poder solidário, no qual se compartilha numa ação coletiva.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Princípios de Empoderamento das Mulheres2, um conjunto de considerações que contribui para que comunidade empresarial incorpore em seus negócios valores e práticas que visam à equidade de gênero em todas as atividades sociais e econômicas:
Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero;
Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação;
Garantir a saúde, a segurança e o bem estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras;
Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres;
Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem mulheres;
Promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária;
Mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade.

A promoção do termo empoderamento feminino ao redor do mundo vem de encontro aos desafios atuais da mulher contemporânea. Historicamente, a mulher brasileira – sobretudo a mulher branca brasileira – foi reconhecida numa sociedade patriarcal como esposa obediente, passiva e subordinada à dominação do pai e, posteriormente, do marido. O seu espaço restringia-se ao ambiente privado, no qual o seu trabalho relacionava-se aos afazeres domésticos (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
A partir da década de 1970 há uma grande mudança nessa conjuntura em função da inserção da mulher no mercado de trabalho. Neste novo contexto social brasileiro, a mulher transpõe os horizontes e começa a competir com os homens pelo espaço externo. Os fatores impulsionadores deste processo são os mais variados, dentre o quais destacam-se o desejo de desenvolvimento de uma carreira profissional, a busca pela independência financeira e, até mesmo, o poder de consumo (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009).
Embora a sua maior presença no mercado de trabalho, a mulher precisa lidar com o preconceito e as diferenças de tratamento que recebem. A disparidade no âmbito profissional é observada através da diferença entre salários de homens e mulheres (VICTORAZZI, 2016).

2 http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf

De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)3, em 2017, o salário médio pago às mulheres foi apenas 77,5% do rendimento pago aos homens no Brasil.
Além disso, a sua inserção ou manutenção no mercado de trabalho – principalmente em cargos de liderança – é dificultada por aspectos socioculturais relacionados ao gênero e não à qualidade e à competência. Estas profissionais enfrentam barreiras invisíveis, advindas da cultura e da sociedade patriarcal ainda vigente (VICTORAZZI, 2016).
Deste modo, a mulher para ser respeitada dentro das organizações precisa provar diariamente que são tão qualificadas e competentes para conseguirem se manter nas suas funções:
“existe uma contradição de cunho machista na qual a mulher é estereotipada como um ser guiado por seus sentimentos e intuições e o homem por sua vez é visto como mais agressivo e racional. Nesta percepção, a mulher, para ter ascensão no emprego precisa assumir uma postura considerada “masculina” a fim de demonstrar autoridade e adquirir o respeito dos subordinados” (VICTORAZZI, 2016).

Ao longo dos anos, o trabalho da mulher deixa de ser somente como complemento da renda familiar. Na verdade, na maioria das vezes, este trabalho é a principal renda da família (FRANÇA; SCHIMANSKI, 2009). Não obstante o número expressivo que assume no mercado de trabalho, a mulher atual – independente de sua condição socioeconômica – vive o desafio da interseção família-carreira. Aquelas funções historicamente conhecidas como sendo de dever feminino não foram extintas e, dessa forma, as mulheres passaram a assumir uma dupla responsabilidade (SILVA; LIMA, 2012). A maternidade, por exemplo, surge como uma preocupação de caráter biológico às mulheres. Frente a sua postura assertiva profissionalmente, em algum momento, elas se deparam com o conflito entre ser mãe e ter uma carreira profissional (VICTORAZZI, 2016). E, neste contexto, percebe-se uma cobrança para que a mulher desempenhe os dois modelos femininos sociais: a “boa” mãe, que sobrepõe a família a qualquer outra atividade e a profissional, independente e competente (SILVA; LIMA, 2012).
As várias atividades desempenhadas pelas mulheres constituiu um relevante fator de liberdade na esfera pública, porém também de risco. Isso significa que o trabalho remunerado possibilitou autonomia da mulher e, consequentemente, uma maior participação no consumo

3 https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551_informativo.pdf.

de bens e de serviços. Por sua vez, o excesso dessas atividades resultou numa maior vulnerabilidade da sua saúde, principalmente a saúde mental (SILVA; LIMA, 2012).
Dessa forma, surge a grande contradição da mulher contemporânea. Por um lado, ela encontra realização e satisfação em tudo o que faz e, devido a isso, se sobrecarrega e sofre. Mas, por outro, não suporta o peso de tantas responsabilidades que assume e acaba manifestando sérios danos a sua saúde (SILVA; LIMA, 2012).

COACHING: HISTÓRIA E CONCEITO

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1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Coaching e Inovação do Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrado pelo Professor Orientador Me. Paulo Almeida. Rua Cláudio Manoel, 1.205, Funcionários, Belo Horizonte MG. Email: flopes.barbara@gmail.com; naneiaborges@gmail.com.

 

Coach é uma palavra inglesa, porém acredita-se que a expressão é de origem húngara: Kocsi szekér. Foi no vilarejo de Kocsi onde se iniciou a produção de um tipo de transporte conhecido como carruagem (coche). O condutor do coche era chamado de cocheiro e este conduzia os passageiros até o destino desejado. Passados alguns anos, esse termo começou a ser utilizado para definir os professores e mestres das universidades inglesas cujo significado era tutor, aquela pessoa responsável por orientar os alunos em seus estudos (SANTANA; CARUSO, 2012).
Na década de 1950, o termo coaching surge no contexto organizacional para fazer referência à habilidade de gerenciamento de pessoas, sendo utilizado como ferramenta de desenvolvimento e valorização das competências humanas (EVERED; SELMAN, 1989 apud FERREIRA, 2008). Em Nova Iorque, no ano de 1960, o coaching ganha forças nas empresas através de um programa educacional desenvolvido com a inclusão de técnicas para controle de conflitos e resolução de problemas. Já na década de 1980, surgiu uma nova modalidade de coaching ligada ao meio corporativo para atender as necessidades de aumento da produtividade e lucratividade das grandes empresas, tornando-se relevante para o alinhamento estratégico, de retenção de talentos, assim como de desenvolvimento de lideranças internas (SANTANA; CARUSO, 2012).
No Brasil, o coaching surgiu na década de 1970, na área dos esportes, uma vez que visava desenvolver habilidades e capacidades dos atletas para alcançar a alta performance nos treinamentos (FERREIRA, 2011 apud SANTANA; CARUSO, 2012). Nessa época, o coaching extrapola os limites do esporte e entra no mundo dos negócios. A partir de então, começa a fazer sucesso nas empresas por proporcionar resultados positivos e de forma rápida e eficaz (FERREIRA, 2008).

Coaching pode ser definido como um processo no qual o profissional (coach) utiliza técnicas e ferramentas de diversas áreas como a Psicologia, a Sociologia e a Neurociência,

com o propósito de facilitar o desenvolvimento das habilidades e competências do seu cliente (coachee) de modo que ele possa alcançar resultados positivos (PERCIA; SITA, 2013).
Por se tratar de uma ferramenta que contribui na mudança de comportamento e desenvolvimento humano, de alta aplicabilidade e eficácia, o coaching tem se destacado cada vez mais no mercado. No Brasil, por exemplo, o mercado de coaching tem aumentado significativamente nos últimos anos de acordo com levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo (2011) com as maiores organizações certificadoras de profissionais coaches do país, a saber: Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, Sociedade Brasileira de Coaching e Sociedade Latino-Americana de Coaching. Entre os anos de 2005 a 2011, o número de profissionais certificados cresceu de 752 para 2.310, ou seja, um crescimento de 207% (OLIVEIRA-SILVA et.al, 2018).

A atividade de coaching está dividida em duas formações principais em que ambas promovem o desenvolvimento humano: o Life Coach e o Executive Coach. O Life Coach é uma metodologia empregada para estimular o desenvolvimento pessoal em áreas específicas da vida da pessoa, como nos estudos, na saúde, nos relacionamentos, nas finanças e muito mais. Essa metodologia permite o desenvolvimento de habilidades e competências de cada pessoa, contribuindo para seu crescimento tanto pessoal quanto profissional. Com relação ao Executive Coach, essa metodologia está ligada ao meio organizacional. Ela é direcionada a profissionais que exercem cargos de nível estratégico e tático de uma organização, como gerentes, diretores e CEO. O objetivo do processo de Executive Coach é desenvolver e aprimorar os conhecimentos dos profissionais no contexto organizacional, gerando mais resultados para empresa (SILVA, 2018).

O processo de coaching é composto pelas seguintes fases: avaliação do cliente, elaboração de metas, desenvolvimento do plano de ação e o feedback. Na primeira sessão, o coach explica o processo de coaching para o cliente e coleta dados sobre sua situação atual, utilizando ferramentas que auxiliam no diagnóstico. Com o diagnóstico, o coach traça junto com o coachee metas e tarefas que ele precisa cumprir para que o processo funcione adequadamente (DI STÉFANO, 2015). É importante ressaltar que o coaching é diferente de uma terapia. O primeiro trabalha com foco no futuro e em ações no resultado, enquanto que, o segundo, visa resolver problemas do passado e melhoria do sentimento interno (PERCIA; SITA, 2013).

Nessa primeira fase do processo, é primordial que seja estabelecido uma aliança entre o coach e o coachee. O respeito, o compromisso, a ética e a confidencialidade são preceitos bases para se construir uma relação sincera e próspera entre as partes, já que sem a qual não

existe desenvolvimento. Outro fator que influencia no estabelecimento de conexão entre o coach e coachee é saber escutar sem julgamento, gerando e estimulando a confiança em cada sessão (DI STÉFANO, 2015).
Durante o processo de coaching, o coach faz perguntas que estimulam o coachee à reflexão e autoanálise, trabalhando com o presente e foco no futuro. Através da autoanálise, essas pessoas tem a oportunidade de conhecer a si mesmo, como por exemplo, suas aptidões, crenças, valores, paixões. A partir desse conhecimento, o coachee tem a oportunidade de desenvolver habilidades e competências, explorar cenários, expandir a consciência, mudar comportamentos, controlar seus sentimentos e, acima de tudo, encontrar a realização pessoal e profissional (FERREIRA, 2013).
O papel do coach é auxiliar o cliente na conquista de metas pessoais ou profissionais, de maneira que propicie mudança de comportamento do seu coachee. O coach apoia questiona, incentiva, mas o resultado final está nas mãos do coachee. Normalmente, um processo de coaching possui de 10 a 12 sessões, dependendo do objetivo que o coachee deseja alcançar para vida pessoal ou profissional. Uma vez definida as metas de forma clara e objetiva, o coachee define o que e quando fazer, ou seja, desenvolve um plano de ação com a descrição de cada meta e quando elas serão realizadas. (FERREIRA, 2013).

Nas sessões seguintes, o coach acompanha o desenvolvimento do coachee através da ferramenta feedback. O feedback no coaching é utilizado como estratégia para reforçar comportamentos e também trazer mudanças de atitudes e hábitos que o coachee deseja (MOREIRA, 2009 apud FERREIRA,2013). Desse modo, o feedback deve ser realizado como parte fundamental no processo de coaching, o qual deve ser orientado para os fatos e desprovidos de juízos de valor, visando sempre o aprendizado do coachee (FERREIRA, 2013).

COACHING PARA MULHERES

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O dilema entre dedicar-se à família e/ou aos anseios profissionais afeta o comportamento feminino. As mulheres contemporâneas desejam o crescimento profissional, sem perder a possibilidade de serem mães e esposas dedicadas. O conflito de papéis não representa apenas a sobrecarga sentida pelas mulheres em jornadas duplas, mas também a visão que elas possuem sobre o seu futuro de carreira e satisfação pessoal.
Dessa forma, o coaching surge como uma metodologia que une técnicas e ferramentas com base científica e de resultados comprovados que pode auxiliar a mulher tanto na sua vida

pessoal quanto profissional. É possível analisar o papel do coaching no empoderamento feminino especificamente a partir das quatro formas de poder de Mosedale (2005).
O processo de coaching está relacionado à conquista e à construção da autonomia, da identidade e expressão pessoal do coachee. Sendo assim, o coaching permite que a mulher reavalie o seu papel diante do pensamento patriarcal sobre a qual as suas ações foram predeterminadas. A mulher é capaz de romper com a dominação de crenças sobre as expectativas em relação ao comportamento desejado por ela na sociedade (poder sobre).

A partir das ferramentas utilizadas, o coaching trabalha com a descoberta das qualidades, compreensão das emoções e tomada de consciência de quais pontos precisam ser melhorados. Neste sentindo, a mulher inicia um processo de autoconhecimento, identificando quem ela verdadeiramente é e o que ela quer. Assim, aprender a se conhecer melhor é o primeiro passo para a mulher reconhecer o que não está dando certo e traçar um plano para colocar a sua vida na direção correta (poder de dentro).
A mulher tomando consciência de si empodera-se das suas habilidades e ganha autoconfiança para manter-se focada quaisquer que sejam os seus objetivos. Portanto, é capaz de determinar as suas ações e o coaching auxilia na delimitação de prioridades, permitindo que a mulher consiga traçar um plano eficaz para conquistar as suas metas. Diante dos múltiplos papeis que a mulher assume, o planejamento torna mais fácil as suas escolhas (poder para).
A essência do coaching é ajudar o indivíduo a resolver seus problemas e a transformar o que aprendeu em resultados positivos para si e que, por consequência, influencia todas as pessoas à sua volta. Com o intuito de ajudar as mulheres a compreenderem o complexo universo feminino e, assim, superar os seus desafios pessoais ou profissionais o coaching para mulheres é uma força motriz que desencadeia outros processos. Dessa forma, o aprendizado da mulher no processo de coaching é ampliado para as suas relações mais próximas, no seu círculo familiar, no seu grupo de trabalho e, principalmente, para outras mulheres estejam passando pela mesma situação e questionamentos internos (poder com).

Dessa forma, é possível observar que o processo de coaching contribui nas quatro esferas de poder. No contexto histórico atual, as mulheres estão cada vez mais em busca por mudar sua história, engajadas em movimentos para transformar a sociedade, mudar a visão patriarcal sobre sexo feminino, conquistando espaços igualitários dentro do ciclo de sua convivência. Com isso, o coaching pode auxiliar na sua identificação como mulher, principalmente, no que diz respeito aos seus objetivos deixando de lado a (o) pressão social. A mulher passa a perceber-se como agente de ação e transformação a partir do seu poder de escolha: casar-se (ou não); ser mãe (ou não); ser profissional (ou não). Aliada a isso, a mulher enxerga o seu próprio potencial e se sente mais fortalecida para assumir o papel que mais lhe convém.
O mito da “mulher maravilha” – a que dá conta de várias tarefas com sucesso – também é desconstruído no coaching. A mulher passa a conhecer e aceitar as suas limitações e, com isso, consegue planejar um caminho para administrar melhor o seu tempo e prioridades, além de aprender a não se culpar por isso e desfrutar do prazer de cada meta atingida. Ao traçar com clareza as metas pessoais e de carreira, a mulher consegue alcançar um ritmo equilibrado e saudável (mas nem por isso menos produtivo) entre vida pessoal e profissional.
Em suma, o empoderamento feminino através do coaching pode ser compreendido a partir da tomada de consciência de si como mulher, das suas escolhas e da sua contribuição à sociedade. Portanto, o empoderamento está na busca de ações que favoreçam não somente a condição de ser mulher, mas sim a própria existência humana que com isso a torna protagonista em sua luta à favor dos ideais de direito e igualdade em todos os aspectos da sua vida.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É impossível falar de vida pessoal e profissional de maneiras separadas. Uma área faz parte da outra. Isso é ainda mais notável para as mulheres. A participação da mulher no mercado de trabalho aumentou e cada vez mais ela busca por crescimento de carreira e conhecimentos como propósito profissional. Em paralelo, as responsabilidades com o lar e a família geraram uma cobrança muito grande. Essa mulher cobra ainda mais de si e acaba por se sobrecarregar, tendo que criar estratégias para suavizar os conflitos existentes entre estas duas instâncias de suas vidas.
No processo de coaching empoderamento é o resultado de um processo interno do coachee que ocorre quando ele se sente genuinamente seguro, confiante e apoiado para reavaliar os seus comportamentos e as suas competências. Quando ele permite ser e agir diferentemente, abandonando certas crenças a respeito de si, do outro e dos acontecimentos do mundo à sua volta.
Deste modo, coaching funciona como um guia que ajudará a mulher a entender melhor quais as suas habilidades e pontos que precisam ser melhorados e com isso organizar seus objetivos e metas. Dessa forma, a partir de um planejamento bem estruturado, a mulher

consegue desenvolver todas as áreas de vida e conquistar excelentes resultados. Portanto, o coaching enquanto técnica de desenvolvimento de competências pessoal e profissional que trabalha com todas as esferas de poder que constituem o empoderamento pode contribuir às mulheres que buscam superar os desafios dos seus múltiplos papéis na sociedade, no intuito de atingir um maior equilíbrio e satisfação em suas vidas.

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